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Niyama

Fim de semana de autoconhecimento em Novo Hamburgo

Feira Semeia ocorre no domingo das 11 às 18 horas na Arlindo Pasqualini.

Pra quem quiser um programa do bem nesse fim de semana, vai rolar a Feira Semeia #1 no domingo, dia 6, das 11 às 18 horas. O evento ocorre no Espaço Norte - Cultura e Autoconhecimento, na Arlindo Pasqualini, 189, em Novo Hamburgo. Na programação, tem oficinas de macrame, meditação e muito bate-papo sobre autoconhecimento, inspiração, protagonismo no parto e na vida e o mal estar causado por redes sociais, além de aula de yoga, show, sorteios, comercialização de produtos, gastronomia e bebidas e apresentação da Caxias Ensemble Orchestra às 17 horas. Não perde!

Não dê a ninguém o poder de controlar você

O recado é da Monja Coen: transforme quem te faz mal em seu mestre.

Como conviver com pessoas que nos fazem mal sem nos afastarmos delas?

Essa pergunta (feita mentalmente em várias ocasiões, talvez, por muitos de nós) foi feita por uma internauta à Monja Coen* pelo Facebook. A resposta veio em um vídeo publicado no YouTube (você assiste logo ali embaixo!) no canal da brasileira. 

Monja Coen respondeu à essa cabulosa pergunta com outras tantas: o que é fazer mal? E como exatamente uma pessoa faz mal a você? Quais emoções essa pessoa provoca? E é ela mesmo que provoca ou estes sentimentos já estão em você?

Raiva, frustração, tristeza, irritação. Segundo a Monja, já temos estes sentimentos dentro de nós. A pessoa ou uma situação que lhe faz mal são apenas o gatilho. Muitas vezes, podemos simplesmente optar por evitar essas pessoas ou essas situações. Em outras, é mais complicado. Então, quando não podemos nos afastar, o que fazemos?

Transformamos a forma como encaramos essa dificuldade.

Diz a Monja Coen: “transforme essa pessoa em seu mestre”. Não no sentido de idolatrá-la, fingir que está tudo bem ou se forçar a uma convivência que não é necessária. O que Monja Coen quis dizer é: busque encarar essas situações como algo que você pode usar para evoluir. Quando algo acontecer e vier aquela sensação de raiva, sinta. Respire. E então, deixe a raiva passar. Busque entender o que, exatamente, naquela pessoa ou naquela situação, mexe tanto com você. Aos poucos, entendendo e não reprimindo esses sentimentos, você consegue tomar atitudes em relação ao que lhe faz mal, seja para conseguir se afastar disso ou aprender a lidar melhor com esses sentimentos.

Monja Coen deixa bem claro: não dê a ninguém o poder de controlar você. Não deixe ninguém provocar as suas emoções. E quando você se enraivece com algo que a outra pessoa fez, o poder está todo nela. É difícil, olhar as coisas desta forma, mas essa pessoa ou essa situação estão lhe ensinando alguma coisa. Quando você descobrir o que é, a sua reação a uma agressão verbal, por exemplo, não será a mesma. Você vai mudar. Essa pessoa não vai conseguir mais a resposta que quer de você. E, então, ela vai precisar mudar também.

* A Monja Coen, nascida Cláudia Dias Baptista de Sousa, é uma monja zen budista brasileira e missionária oficial da tradição Soto Shu, que tem sede no Japão. Ela também é fundadora da Comunidade Zen Budista criada em 2001 em Pacaembu, São Paulo. Monja Coen foi repórter em vários jornais do País e, depois, dedicou-se a estudar no Zen Center em Los Angeles. Em seguida, partiu para o Japão e passou a seguir a tradição zen budista. 

Do que você está fugindo?

Aquela conversa difícil com a pessoa que amamos. Uma decisão de mudar de emprego. Mudar de atitude. Mudar de vida..

“A zona de conforto é um lugar lindo. Pena que nada cresce nela.”

Essa frase tem aparecido pra mim com frequência. E me faz pensar o quanto a gente passa boa parte da vida fugindo. 

Todos nós fugimos de alguma coisa. Aquela conversa difícil com a pessoa que amamos. Aquela ida ao médico ou à academia. Aquela situação chata no banco. Uma decisão de mudar de emprego. Mudar de atitude. Mudar de vida.

Tem coisas que me incomodam muito. E é surpreendente o quanto é difícil mudá-las. Parece que, muitas vezes, preferimos o sofrimento conhecido à possibilidade de algo melhor. Cheguei à conclusão que fugimos de tudo que pode trazer mudança. Porque mudança traz desconforto. E como a gente odeia desconforto, né? Então é mais fácil fingir que está tudo bem. Que é uma fase, que vai passar. O problema é que já está desconfortável. E se a gente para pra escutar, de verdade, lá naquele cantinho escondido do coração, já sabemos o que nos incomoda. Sabemos qual é o problema. E provavelmente sabemos o que precisamos fazer pra resolver. Mas sempre tem aquele questionamento que chega até a ser inconsciente: e se der errado? E se não terminar do jeito que eu gostaria?

Bom, provavelmente não vai. Mas a vida tem um jeitinho bem legal de surpreender e, quem sabe, até de mostrar com vários sinais o caminho que a gente precisa seguir pra descobrir como trilhar os próprios passos. Não dizem que Deus escreve certo por linhas tortas? Na hora, a gente não entende, mas se conseguimos enfrentar nossos medos, depois que passa o furacão, quase sempre dá pra olhar pra trás e observar, aprender e entender muita coisa.

O medo do desconhecido é normal. É comum. E até ajuda a tomar decisões de uma forma um pouco mais consciente e alerta. Mas quando o medo paralisa, faz a gente mesmo se obrigar a viver de uma maneira que provavelmente não é a melhor ou a mais saudável. Quando a gente foge, acaba andando em círculos. O único jeito de quebrar esse ciclo é levantar a cabeça e dar aquele passo para o lado. De repente, um novo trajeto vai se montando e a gente vai descobrindo um novo jeito de caminhar.

E você? Está fugindo de quê? Pense nisso. A melhor maneira de ficar zen é enfrentar o que você teme. O resto é disfarce.

*Texto lido no bloco Momento Zen, do programa Carona, da Rádio ABC 900 AM

Você está conectado consigo mesmo?

No yoga, falamos muito em dharma. Propósito. Você sabe qual é o seu? .

Ao longo da semana, me deparei com um texto que me ajudou a entender muito uma sensação de desconforto com a qual convivi bastante em 2017.

O texto, de Gustavo Tanaka, enumera nove sinais para identificarmos se estamos desconectados de nós mesmos. No yoga, falamos muito em dharma. Propósito. Quando nos desviamos dele, muitos sinais aparecem: desconforto, situações dando errado repetidamente, auto sabotagem, sentimentos ruins.

O primeiro são oscilações de humor. Momentos e dias de euforia, amor e pensamentos positivos e outros de dor, sofrimento, angústia e pensamentos negativos. Veja bem, isso é normal no nosso dia a dia. Pode ser considerado um sinal quando essa oscilação é excessiva e ocorre com frequência. Quando estamos conectados com a gente mesmo, enraizados com nosso propósito e tranquilo com quem somos, oscilamos menos. Como diz o ditado, quando a raiz é profunda, a árvore não balança tanto.

O segundo sinal, segundo o texto, é lembrar menos dos sonhos. Eles costumam ser uma boa fonte de inspiração e criatividade e uma excelente representação do seu subconsciente. Quando lembrar deles, anote e reflita. Eles são muito influenciados pela rotina que você leva.

O terceiro sinal é a dificuldade para meditar. Muitas pessoas não tem essa prática inserida em sua vida, mas ela é excelente para acalmar o fluxo de pensamentos e trazer clareza mental e firmeza de propósito. E o mais irônico é que quanto mais dificuldade temos para meditar, quanto menos sentimos “vontade”, mais estamos precisando.

O quarto sinal é a aceleração. Eu costumo perceber isso quando percebo meu fluxo de pensamentos ou minha fala encadeando um assunto no outro, como se eu tivesse de resolver tudo em um minuto. Isso traz muita ansiedade e nubla minha visão de vida. Um ritmo saudável de produtividade e fluxo de ideias é ótimo. Mas viver acelerado não faz bem, não é saudável e traz ansiedade. E a ansiedade, segundo o texto, é falta de presença. Você está em outros lugares, e não no aqui e no agora.

O quinto sinal são conflitos com outras pessoas. Em um curso de yoga, ouvi da minha professora algo que procuro levar para a vida. Sua relação com as outras pessoas é um excelente termômetro para “medir”, digamos assim, seu contentamento e como é seu estado mental. Quando estamos mais conectados com a gente mesmo, conseguimos entender melhor o que a outra pessoa precisa ou o que quer dizer. Nos focamos menos em percepções errôneas do que os outros estão falando e fazendo e passamos, também, a gastar menos energia em conflitos que não levam a lugar nenhum.

Outro sinal é que percebemos mais o que o universo está querendo nos dizer. Nosso corpo fala muito conosco sobre como estamos nos sentindo, se estamos acelerados demais, se precisamos de descanso, se precisamos nos cuidar mais. E o universo também. Sabe aquela relação com determinada pessoa que, por mais que você, ou vocês, tentem, não dá certo de jeito nenhum? Talvez não seja para acontecer. Algo que sempre tento fazer (e ajuda muito) é pensar: o que esta situação está tentando me ensinar? O que posso aprender com isso? Quando estamos mais conectados, fica mais fácil ver as coisas assim.

Além disso, se nos desconectamos de nós mesmos, passamos a confiar menos na nossa intuição. E ela é sábia, e vem de dentro. Há também, normalmente, uma piora na saúde. Passamos a comer coisas que não são saudáveis, não temos vontade de fazer exercício, dormimos mal, temos menos disposição. E o corpo reclama e mostra as consequências dessa desconexão.

Em suma, a vida parece que não está encaixada. Quando mais eu me desconecto, mais bagunçada as coisas parecem ficar. Tarefas se acumulam, a energia diminui. Por isso, é preciso parar um pouco. Reexaminar. E, se necessário, recalcular a rota, um dia de cada vez, uma decisão por vez.

Tenha um ótimo fim de semana!

Fonte: Conti Outra