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Cotidiano Mais cor

Arte de Bruno Schilling que leva vida à cidade

Trabalho do artista de Novo Hamburgo tem a cor e as formas como marcas registradas

Por Daniela Moraes
Última atualização: 07.12.2019 às 10:43

Grafite na Avenida Nações Unidas, Novo Hamburgo, 2018 Foto: Arquivo pessoal
Vivo, intenso, vibrante e com muita personalidade. Esses são apenas alguns adjetivos que podem ser relacionados ao trabalho do artista Bruno Schilling, 32 anos. Impossível passar por um mural, painel, tela dele e não o identificar ali, impresso em cores intensas e formas únicas. Ele teve o primeiro contato com o universo artístico aos 4 anos nas aulas da tia Simone Schilling em uma escola de arte infantil em Novo Hamburgo. Foi nesta escola que ele teve contato com nomes já consagrados como os artistas plásticos hamburguenses Cláudia Sperb e Carlos Alberto de Oliveira, o Carlão. Todos os anos a escola convida um nome expressivo da arte para realizar trabalhos com alunos. E de aluno, Bruno passou a artista convidado há dois anos.

A arte até chegou a se afastar da vida do artista mas por um curto período. "Na adolescência a gente passa a ser um pouco reprimido pela sociedade e eu me desconectei um pouco do mundo da arte até que aos 17 anos comecei a me interessar pelo grafite e comecei a sair para pintar", recorda Bruno.

De hobby a ofício

Seu talento pode ter ficado em segundo plano por um tempo, mas não seria mais possível deixá-lo adormecido. Foi aí que ingressou no curso de Design Gráfico da Feevale. "Nesta época comecei a trabalhar com design gráfico e o grafite era meu hobby", conta. Porém, as latas de spray começaram a reaparecer com força total na sua vida. "Chegou a um ponto que comecei a perceber que as pessoas estavam interessadas em me contratar para o grafite. Até então eu não me via vendendo grafite, eu fazia só para me divertir", lembra Bruno.

Transformação #2 acrílica e spray sobre tela, 2018 Foto: Fotos arquivo pessoal

Por todo lugar

A demanda aumentou e foi nos últimos anos que ele percebeu o potencial desse trabalho artístico. "Ainda trabalho com design, mas hoje em dia os projetos artísticos estão quase passando por cima dos de design." Espaços corporativos, bares, restaurantes, estacionamento trazem a identidade do artista. Exemplos são a fachada da Casa da Praça, em Novo Hamburgo, três pilares em frente ao shopping hamburguense e outros 13 entre a Estação Industrial da Trensurb e a Avenida Sete de Setembro.

Ele acredita que esta presença em vários locais é muito do grafite que permite ao artista se espalhar pelo máximo de locais diferentes sem que ele próprio esteja presente. "É um reflexo da nossa sociedade atual, dinâmica, em velocidade", acredita.

Em janeiro, o artista participa de uma exposição coletiva em Pelotas e o grande desafio para 2020 é focar na produção de telas para compôr um acervo maior.

Geometria, Os Gêmeos, Bauhaus entre as influências

A identidade de Bruno Schilling é bastante influenciada pela geometria, que vem dos tempos de faculdade, e pela escola alemã Bauhaus que revolucionou a estética moderna. "Quando comecei, minhas influências eram amigos, artistas de rua com quem me identificava. Depois, toda geração de grafiteiros de São Paulo como Os Gêmeos". E a trilha sonora inspiradora reverbera notas de jazz, afrobeat, música brasileira.

Customização em Yamaha Drag Star, 2018 Foto: Arquivo Pessoal

Com as cores marcantesde toda América Latina

Atualmente, Bruno se dedica à pesquisa da cor como um fenômeno. Seu trabalho é cheio de atitude e cor de todas as nuances. "A gente tem uma força muito grande na América Latina", acredita. Ele se refere ao movimento que iniciou na metade da década de 1950 com a Op Art (abreviatura de Optical Art ou Arte Óptica) e a Arte Cinética, que rompe com a condição estática da pintura. "Esse movimento me influenciou muito nos últimos anos e é meu foco atual de pesquisa".

Portal Cromático ENTITY_sharp_ENTITY1 é a primeira tela de uma série de 2017 Foto: Arquivo pessoal

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