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Bom Exemplo

Em Novo Hamburgo, estudante de oito anos escreve livro durante a pandemia

Por Bruna Mattana

Samuel tem oito anos e escreveu um livro duranta a pandemia Foto: Arquivo pessoal
Muitas pessoas têm aproveitado a quarentena para desenvolver novas habilidades ou resgatar algum hobby que estava esquecido. O estudante da rede municipal de Novo Hamburgo Samuel Robinson, de 8 anos, resolveu escrever um livro. Em casa, devido à pandemia do novo coronavírus, o pequeno uniu o gosto pela leitura e por aventura e transformou em uma obra, que a família busca apoio para publicar. 

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Atualmente, Samuel está escrevendo o último capítulo da narrativa intitulada "O menino e a casa na árvore: entre sonhos e pesadelos" - e que já possui 60 páginas. O livro, repleto de mistérios e aventuras, conta a história de um menino e seus quatro amigos, e começou a ser escrito no dia 21 de março. Alguns personagens são inspirados nos amigos de Samuel, Renato e Matteo, em sua irmã Melissa, que ele conceitua como sua aventureira favorita, e no avô Joel. As ilustrações são de sua professora de Judô, Monaliza Kasper.

"Fui escrevendo cada dia um pouco. Mostrava para minha mãe e meu pai que me ajudavam a corrigir algum erro de português e me questionavam se tinham alguma dúvida na história. Todo dia eu escrevia, lia e fazia as atividades que minha mãe preparava para mim e para a Mel", pontua.

Estudante do terceiro ano da Escola Municipal Presidente Affonso Penna, Samuel diz que sua história é inspirada nos livros de aventura que gosta de ler, como Harry Potter, Diário de um banana e as obras da Minha Primeira Biblioteca Larousse. Aliás, o gosto pela leitura o acompanha desde cedo. Primeiramente, ele viajava pelo mundo da imaginação com as avós Elizabete e Ana, que narravam histórias quando ele ainda nem sabia ler.

Samuel tem o hábito de ler para a irmã Melissa Foto: Arquivo pessoal
A vontade de juntar as sílabas, no entanto, era tão grande, que com apenas cinco anos Samuel já lia fluentemente. "A primeira palavra que eu li sozinho foi casa, em uma gibi da Turma da Mônica", salienta. 

Sua mãe, a professora Michele Robinson, 33, destaca que o menino sempre foi um ótimo leitor. "Começou a ler sozinho, sem ninguém ensinar. Queria muito ler. Ele lê coleções de livros grandes desde os seis anos. Normalmente o que pede de presente são livros", salienta. Em relação ao livro, ela destaca que foi uma iniciativa que partiu dele.

"Samuel já possui várias tentativas de escrita de livro, sempre gostou de produzir algo. Primeiramente, ele criava suas próprias enciclopédias, com curiosidades que lia nas coleções que ele possui. Este ano ele iniciou dizendo que queria fazer um livro de RPG. Incentivamos e ele começou a escrever e mudou seu plano. Passou a ser uma história de aventura."

Embora ainda esteja finalizando o livro, Samuel já está imaginando sua próxima história. "Quero escrever uma trilogia. Esse será o primeiro da série." 

Para ajudar na realização do sonho de Samuel, a família lançou uma vakinha on-line para angariar fundos e publicar a obra. Para contribuir, clique aqui.

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