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Cotidiano | Viver com saúde Cuide-se

Essa dor na coluna precisa de cuidados?

Especialista destaca que dor persistente na região por mais de 60 dias não pode ser tratada apenas com comprimidos, mas requer investigação médica

Por Adriana Lima
Última atualização: 07.12.2019 às 10:28

Dores na coluna vertebral não podem ser adiadas por muitos dias Foto: Adobe Stock
Depois de um dia cansativo de trabalho fora de casa e atividades domésticas, vem aquele incômodo que literalmente trava a continuidade da rotina. Daí é só um comprimido e descanso... Ops, não é só isso. O neurocirurgião e cirurgião da coluna Fernando Schmidt explica que, se esta dor persiste por 60 dias ou mais, são necessários exames de imagem para avaliação. "Além disso, sempre que além da dor na coluna o paciente sentir formigamento, perda de sensibilidade ou perda de força em algum braço ou pernas, deve logo procurar atendimento médico para diagnóstico. A coluna vertebral protege as estruturas neurológicas, no caso a medula nervosa e a raízes nervosas para os membros superiores e inferiores", destaca o médico de Novo Hamburgo.

Sobre os tipos de doenças mais comuns, ele cita que no topo está a hérnia de disco, seguida dos desgastes e artroses. "Casos de tumores são bem mais incomuns, mas quando são a causa da dor necessitam de diagnóstico e tratamentos urgentes cirúrgicos. A maioria dos pacientes começa com quadro de dor na coluna que é persistente, sem melhora com os tratamentos convencionais."

O diagnóstico preciso do paciente deve ser prioridade para esta que é a segunda causa mais frequente para que um brasileiro busque atendimento médico, independente da idade. "Por isso, caso uma criança ou adolescente tenha queixa de dor ou note que a coluna está 'entortando', os pais devem procurar o pediatra que vai pedir exames ou encaminhar ao especialista."

Degraus de tratamento

Schmidt especifica que há três degraus para o tratamento das dores na coluna. "O primeiro é totalmente conservador e envolve medicação analgésica, anti-inflamatórios e relaxantes musculares, além de técnicas alternativas como fisioterapia, acupuntura e quiropraxia. A segunda etapa envolve o bloqueio da dor, que é realizado por agulhas, em bloco cirúrgico, sob sedação e em regime ambulatorial. A técnica consiste na colocação de medicação analgésica e anti-inflamatória nos locais inflamados na coluna. A terceira e última etapa envolve a cirurgia de retirada da causa da compressão neurológica, que pode até ser o primeiro tratamento, caso a doença seja grave ou cause uma dor incapacitante. As cirurgias podem ser realizadas por técnicas minimamente invasivas, por videolaparoscopia, por exemplo, ou com uso de microscópio cirúrgico. Em casos mais complexos, muitas vezes é necessário uso de próteses", cita.

Previna doenças com bons hábitos

Fernando Schmidt, neurocirurgião Foto: Marcos Quintana
Alguns bons hábitos podem nos auxiliar a evitar o incômodo nas costas e ainda prevenir a evolução para doenças. "Evitar travesseiros muito altos ou baixos e utilizar colchão ortopédico ou de molas com uma validade em torno de 5 a 10 anos é uma boa dica", adverte. Outra observação do médico é para o cuidado com a postura. "Os discos intervertebrais são estruturas fibrocartilaginosas que, se sobrecarregadas, podem precocemente degenerar e romper, causando as hérnias de disco. Embora o fator genético seja preponderante, a boa postura e alongamentos da coluna ajudam a prevenir doenças degenerativas."

 

"Mas dói minhas costas só de vez em quando..."

Se você não tem episódio persistente de dor nas costas - que não fica seguidamente por 60 dias, por exemplo -, mas só de vez em quando, então não precisa fazer nada, certo? Errado! "É preciso evitar hábitos danosos à nossa coluna como fumar, ter uma vida sedentária e evitar a obesidade. É importante manter uma atividade física frequente, como caminhada, hidroginástica, Pilates ou musculação", explica Schmidt. Então, com liberação médica, para não doer a coluna, vá para a academia malhar!

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