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Notícias | Gravataí Violência contra Mulher

Ato lembra as mil vítimas de violência contra a mulher deste ano em Gravataí

Praça da Bíblia recebeu ação do programa '16 Dias de Ativismo contra a Violência'

Última atualização: 10.12.2019 às 17:06

Praça da Bíblia recebeu ação dos '16 Dias de Ativismo contra a Violência' nesta terça-feira, 10 Foto: Douglas Glier Schütz
1057. Esse é o número de mulheres que, entre janeiro e setembro de 2019, sofreram algum tipo de violência em Gravataí. Lesões corporais, ameaças, estupro e feminicídio. Em média, por dia, quatro mulheres sofrem algum tipo de agressão, seja física ou psicológica. Lutando para mudar esses dados, a Prefeitura de Gravataí, por meio do Centro de Referência da Mulher - Casa Lilás, da Assessoria de Políticas de Públicas para Mulher (APPM), do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Gravataí (Comdimgra), da Secretaria Municipal de Governança e Comunicação Social (SGCOM) e Secretaria Municipal da Saúde (SMS) realiza o encerramento dos 16 Dias de Ativismo na terça-feira, 10, na Praça da Bíblia.

A ação traz para o meio da praça cruzes com o nome de mulheres que foram assassinadas pelos seus parceiros, com a Cartilha dos Direitos das Mulheres na sua base. Um varal traz frases que são ouvidas pelas meninas e exemplifica como seria se o homem fosse vítima dessas agressões ou preconceitos. Além disso, estão disponíveis dados da violência contra a mulher no estado e no município.

O evento ocorre durante toda a tarde, próximo ao Chafariz. Às 18h a Equipe Los Mucho Locos apresenta a peça de teatro “A Verdade Precisa Ser Exposta”, que traz os tipos de violência contra a mulher. A ação tem como objetivo chamar a atenção dos números de agressão e morte de mulheres e divulgar os canais que podem ajudar quem está passando por esse tipo de situação.

Para a coordenadora da Casa Lilás e psicóloga Analu Sônego, a ação é necessária para fortalecer as políticas públicas sobre a violência contra a mulher e divulgar os altos índices de feminicídio. “Estamos aqui para chamar a atenção das pessoas quanto a violência. Os números do estado e do município são muito altos. É por isso que essa divulgação que estamos fazendo é importante. As pessoas precisam saber e se juntar nesta luta”, enfatizou Analu.

Adelaide Klein, que é conselheira do Comdimgra, acredita que apenas ações como essa serão capazes de conscientizar a população sobre a importância de falar sobre o assunto. “As cruzes servem para chocar. Mostrar que as mulheres são mortas pelos seus companheiros. Hoje, Dia Internacional dos Direitos Humanos, estamos aqui para mostrar que estamos lutando pela vida de todas”, disse Adelaide.

Quem passar pelo local também poderá adquirir informativos com números de emergência que atende esse tipo de violência, descobrir quais os locais, no município, que podem auxiliar as mulheres e saber como ajudar em caso de conhecer alguém que passa por essas agressões.

16 Dias de Ativismo

Iniciada em 1991 pelo Instituto de Liderança Global das Mulheres, a campanha, que é internacional, tem como objetivo promover a prevenção e eliminação da violência contra mulheres e meninas. Anualmente, a ação tem início no dia 25 de novembro, marcado pelo Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres e se encerra no dia 10 dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

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