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Notícias | Rio Grande do Sul Estiagem

Meteorologista afirma que fevereiro e março serão meses quentes e com pouca chuva no RS

Segundo Estael Sias, o extremo Sul do Brasil passa por um período de neutralidade climática, situação que preocupa produtores rurais de diversos pontos do Estado

Por Jauri Belmonte
Última atualização: 15.01.2020 às 08:57

Efeitos da estiagem na região, lavoura de milho em Lomba Grande é extremamente afetada Foto: Juarez Machado/GES

A previsão do tempo aponta instabilidade para o território gaúcho nesta terça-feira (14). Porém, engana-se quem pensa que a chuva vai se tornar frequente no Estado, amenizando a estiagem. Segundo a meteorologista da MetSul, Estael Sias a tendência é que fevereiro e março seja de calor e escassez de chuva, o que pode agravar a situação das lavouras no Estado.

Segundo ela, este cenário de estiagem começou a ganhar contornos a partir da segunda quinzena de novembro. "Tivemos ondas de calor, redução nos volumes de chuva, e, sem contar, um fim de dezembro escaldante. Isso trouxe um cenário de pouca chuva, o que pode agravar mais ainda a situação que temos agora", concluiu. Estael afirma, ainda, que não há nenhum fenômeno que indique este longo período de estiagem no Rio Grande do Sul, mas existem indicativos que explicam o atual momento climático.

"Não temos um fenômeno que possamos dar nome, como El Niño e La Niña, por exemplo, mas a questão é que estamos em um período de neutralidade climática. Diante disso, das quatro regiões do Oceano Pacífico que analisamos, o indicativo que temos passa pela região leste (1+2), que é a mais próxima à América do Sul. Nessa região se teve uma primavera mais fria que o normal e isso favoreceu as ondas de frio tardias e, consequentemente, chuvas irregulares e um prognóstico de estiagem", finaliza a meteorologista.

Estael ressalta que a tendência é que os próximos meses serão de estiagem, o que pode agravar a situação. "O cenário começou a se desenhar para uma estiagem longa a partir da segunda quinzena de novembro. Tivemos ondas de calor, redução nos volumes de chuva, e, sem contar, um fim de dezembro escaldante", concluiu.

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