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BAH!rulho
Entrevista

Conheça o pós-punk autoral da banda Closer

Banda gaúcha de Camaquã tem influência de Joy Division e conta com um disco e um EP lançados
05/02/2019 21:44

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Anderson Altíssimo, Vinicius Lacerda, Vinicius Gomes e João Victor formam a Closer
A banda Closer, de Camaquã, foi batizada em homenagem ao ábum de mesmo nome da banda Joy Division. A referência já diz muito sobre o som dos caras: pós-punk dos anos 80. Anderson Altíssimo (baixo e vocal), Vinicius Lacerda (guitarra, synth, teclados e vocal), Vinicius Gomes (guitarra, synth e vocal) e João Victor (bateria) formam o grupo que tem dois trabalhos lançados: o disco Closer (2017) e o EP Transmutação (2018). "Fomos procurados pela Deepland Records para participarmos da coletânea Temple of Souls III, que será lançada em breve. Contamos com o selo independente Balboa Studios (NY) onde as músicas são mixadas e produzidas. E ainda este ano lançaremos o segundo álbum e mais um EP", conta Anderson. Uma curiosidade é a idade do baterista João Victor, que tem apenas 11 anos de idade e é filho de Anderson. "Apesar de ser moleque, ele tem uma influência e levada altamente pós-punk e é fã de Joy Division e Echo & the Bunnymen", conta o pai. O Bah!rulho conversou com Anderson Altíssimo para saber um pouco mais sobre a Closer. Dá play no disco dos caras ali embaixo e confere a entrevista. Se liga aí:

Como começou a banda?
Em 2003 eu e o batera Sandro tínhamos uma gothic band chamada Unknow Junk, influenciada principalmente por Bauhaus, Vzyadoq Moe e Nick Cave, mas nosso guitarrista se envolveu com drogas e acabou sendo preso. Depois de um ano, conhecemos o Vinicius Gomes e começamos tocando covers de Joy Division, The Cure, Velvet Underground e Smiths. Batizamos a banda de Closer em homenagem ao álbum do Joy Division. Em 2018 trocamos o baterista e o João Victor começou a tocar com a gente. Então gravamos o EP Transmutação.

Em Transmutação (2018) e Closer (2017) ficam bem claras as influências da banda, principalmente Joy Division. Para esses novos trabalhos que vocês estão preparando a sonoridade deve mudar ou segue a mesma linha?
Temos uma forte influência da obra de Ian Curtis e Joy Division, principalmente no álbum Closer, mas também nesse álbum além do post punk clássico do final dos anos 70, meados de 80, ouvimos bastante rock alternativo dos anos 90 como Second Come, Pixies, Radiohead, um pouco de indie anos 2000 de Interpol a Franz Ferdinand, além dos clássicos Velvet Underground, Leonard Cohen e Kraftwerk. Agora no EP partimos pra um lance mais eletrônico, como o próprio álbum Closer do Joy Division. Nesse EP estávamos bem fissurados no movimento do New Order que é um divisor de águas entre o post punk e o coldwave. O ingresso de Vinicius Lacerda no final das gravações do nosso primeiro álbum trouxe uma qualidade e maturidade sonora à banda.

Como foi o contato com o Balboa Studios?
Balboa Studios é um selo independente criado pelo nosso guitarrista Vinicius Gomes, que reside nos Estados Unidos. Quando ele foi pra lá, até por ser mais fácil comprar equipamentos, ele começou a produzir nosso som. Então pensamos "cara vamos fazer nossos álbuns por aí" e ele criou a Balboa studios, onde a gente manda as tracks por aqui e ele produz, arranja e faz todos os trâmites sonoros da Closer. Ele produz outras bandas bem legais, a Balboa na verdade é o quarto do vinicius e ainda tem um ótimo slogan: Balboa Studios, nós bebemos em serviço. Ele passa dois meses por ano aqui no Brasil e nesses dois meses marcamos o maior número possível de shows. Nesse meio tempo, ficamos entre composições, criações de arranjos, gravações, experimentos, tudo online. Também fazemos algumas apresentação no formato power trio, e assim a gente mantém viva a essência da banda.

Como é ter um garoto de 11 anos na banda? Vocês enfrentam algum problema para os shows em função da idade dele?
Por incrível que pareça ainda não tivemos problemas, bem pelo contrário. O Joãozinho é meu filho e desde pequeno sempre ouviu o que eu e a mãe dele ouvimos. Minha esposa passou a gravidez do João toda praticamente dentro de uma garagem onde ensaiávamos. Ele nasceu no meio da Closer. Ele é um guri autodidata, tem um ouvido extremamente aguçado e tem uma facilidade imensa de entender música de um jeito só dele. Além de bateria, ele toca teclado, guitarra, baixo e tá arranhando uma gaita de boca nos últimos tempos. Mas deixo bem claro pra ele, se não ir bem na escola, tiro da banda (risos). Ele é muito
estudioso, que é o mais importante.

Quais as maiores dificuldades enfrentadas por uma banda no interior do Estado?
É complicado. Aqui em Camaquã talvez seja um pouco mais que em outros lugares, é uma terra superconservadora. Mas tem uma galera, mesmo sendo a minoria, que curte e apoia. Somos mais conhecidos em outros lugares do que aqui. Em Porto Alegre fomos abraçados por um pessoal muito especial, toda os amigos da Nocturne que alavancaram nossa autoestima em continuar fazendo música e nos guiaram por caminhos que nunca imaginávamos que existia, a cena gótica. E sem esquecer o grande nome da poesia marginal e da música, o mestre Everton Cidade (músico e poeta de São Leopoldo) que tem nos dado uma grande força.


Correio de Gravataí

BAH!rulho

por André Heck
andre.heck@gruposinos.com.br

Rock, pop, alternativo, hip hop... enfim, música. Essa é a proposta do Bah!rulho, editado pelo jornalista André Heck. Um apanhado geral do que rola nos palcos e discos mundo afora, com informação e opinião, tudo em volume muito alto.

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