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Palpites de Mãe

O que fazer nas férias de inverno?

Recesso escolar é importante para o desenvolvimento.


Paulo Pires/GES-Arquivo
Brincadeiras são importantes e estimulantes para aprendizado
Dormir até mais tarde, fazer passeios diferentes, se divertir com um monte de brincadeiras. Essas são uma das melhores coisas das férias. Mas, além de descanso e diversão, esse período pode ser muito benéfico para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança. Assim, planejar as férias de inverno (onde o período é mais curto), também é importante.

Segundo a psicopedagoga e professora Gilca Lucena Kortmann ter tempo livre para brincar é essencial para as crianças assimilarem o conteúdo visto ao longo do período letivo além de aumentar a disposição para aprender novas informações. “Nossas crianças e adolescentes precisam dormir e desconectar dos celulares e tablets.”

Ela explica que as férias são essenciais para preparar a criança para novos conteúdos, além de deixar o estudante mais disposto para o aprendizado na volta às aulas. Apesar de não definir um período de tempo ou número de pausas. “De acordo com estudos e pesquisas, as férias ajudam na sedimentação do conteúdo pelo cérebro da criança. É claro que elas podem esquecer alguns conceitos mais específicos, mas, segundo os cientistas, muitas das informações aprendidas ao longo do ano ficam mais claras por meio das brincadeiras.”

Pausa ajuda no amadurecimento

Gilca comenta que “durante as férias, as crianças montam um quebra-cabeça de tudo aquilo que elas aprenderam na escola”, voltando mais amadurecidas. “Aquela que é mais tímida, fica mais falante, a que tem dificuldade em matemática, vem mais disposta para aprender a matéria”, exemplifica.

Ou seja, as férias também ajudam no desenvolvimento da criança. “Isso faz com que ela consiga se concentrar e aprender mais, o subconsciente das crianças age como uma verdadeira esponja, absorvendo as informações que ela ouve e vive. É dentro dele que as coisas vão se elaborando e as peças se juntam. Mas, para que isso aconteça, a cabeça precisa de tempo, de descanso.”

O brincar livre, sem horário para terminar é importante e altamente estimulante. “É nessa hora que a criança consegue criar, aplicar o conhecimento, extrapolar o que está aprendendo sem um compromisso ou pressão.”

Ela quer mudar o mundo

Julia quer ter dinheiro para dividir com quem precisa.


Paulo Pires/GES
Menina esperta, quer fazer a diferença na vida das pessoas
Atenção: o texto a seguir contém fortes trechos de fofura. "Quero ser bem famosa e muito rica para poder compartilhar o dinheiro." Esta é Julia da Fontoura, a dona do pedaço.

A agente penitenciária Juliana Quadros estava em casa na segunda-feira à noite, mais exatamente cozinhando, quando ouviu da filha o seguinte pedido: "Mãe, grava um vídeo". Sem entender, atendeu a solicitação da pequena, que com apenas 5 anos afirmou, com muita desenvoltura, que gostaria de um país com mais amor. Juliana não pensou duas vezes e postou o vídeo em sua página no Facebook. O resultado é nada mais nada menos do que mais de 500 visualizações.

Para entender o que motivou esse desejo, ouvi a fofa. A doçura e sinceridade de Julia simplesmente encantam e por isso resolvemos dar uma mãozinha no caminho de fama que ela quer trilhar. Em visita à redação do Diário de Canoas, ela deu sua primeira entrevista, explicando seus simples motivos. "As pessoas estão sendo roubadas e Deus não queria que fosse assim. Deus queria que todo mundo fosse bom." Juliana não entende de onde saiu a ideia da pequena. "Eu nunca falei sobre Deus em casa. Não sei de onde ela tirou isso, mas de vez em quando ela pergunta quem é Deus."

Durante a entrevista de mais ou menos 10 minutos, Julia reafirmou o desejo de ser famosa e estava empolgadíssima em sair no jornal, que ela reconheceu pela capa. "É aqui que eu vou sair? Eu já vi esse jornal. A minha profe levou ele na aula para a gente fazer um trabalhinho", falou a querida. Por falar em profe, Ju falou três vezes: "Vai demorar? Eu não posso demorar porque tenho aula". Prometi que seria tudo muito rápido e consegui cumprir.

Questionada sobre o porquê de querer ser rica e ainda mais qual o motivo de querer dividir sua "fortuna", ela foi enfática: "Quero compartilhar o dinheiro com as pessoas pobres. Elas precisam". Entrevista concluída, estava na hora de partir para o momento que ela parece ter mais gostado: uma sessão de fotos. Durante as poses, clicadas na Casa dos Rosa, Juliana ainda contou a última da filha dentro da temática "mudar o mundo". "Agora ela diz que quer adotar os filhos porque muitas crianças não têm família." Dá para resistir?

Introdução alimentar: há um melhor jeito?

Contato com qualidade evita problemas na fase adulta.



Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Na foto Antônia, filha da nutricionista Gisele Berardi, comendo alface
O bebê mama bem no peito ou na mamadeira e, de repente, chega o momento em que alimentos complementares precisam ser introduzidos na sua dieta. Nesta hora surgem muitas dúvidas e é importante se ter a consciência de que tudo o que é feito na primeira infância tem reflexos para o restante da vida deste ser humano. A nutricionista Gisele Silveira Berardi afirma que a introdução alimentar e a alimentação de uma criança até os cinco anos “é a segunda grande janela de oportunidade para silenciar genes associados a doenças que esta criança tenha herdado dos pais”. E ainda ressalta que “a primeira janela de oportunidade para modificar o futuro de um ser humano é o período da gestação”.

Ela explica que a introdução dos alimentos complementares deve ser lenta e gradual. “A mãe tem que saber que a criança tende a rejeitar as primeiras ofertas de alimentos, pois tudo é novo: a colher, a consistência e o sabor. O importante é que a introdução alimentar seja feita com calma, paciência, perseverança.”

Frutas e legumes


Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Nutricionista Funcional Gisele Silveira Berardi
Geralmente, o primeiro contato com alimento, depois do leite, é feito com frutas. Estas devem ser oferecidas uma a uma com intervalo de pelo menos dois dias para cada fruta nova. “Assim, se pode identificar qualquer tipo de processo alérgico que o bebê possa apresentar.” Ela destaca que a melhor forma de oferta é raspadas - como maçã e pêra, ou amassadas - como banana e mamão, para facilitar a deglutição. “O bebê faz um movimento de expulsão do alimento com a língua, inúmeras vezes, e as mães confundem isso com ele não gostar de tal coisa. Esse movimento é natural e vai acontecer muitas e muitas vezes, até que o processo de deglutição esteja mais organizado.”

Gisele destaca que tanto no caso das frutas quanto dos legumes, não há “mocinhos ou vilões”. “Tudo pode ser ofertado, mas ressalto a importância de se buscar alimentos orgânicos para nossos pequenos, principalmente nessa fase da vida em que a base da alimentação são frutas e vegetais.”

Mastigação e fala

Nessa fase, a nutricionista diz que o alimento deve ser apenas esmagados com o garfo, e não liquidificado e peneirado. “Com o garfo conseguimos reduzir porções dos alimentos que seriam risco para afogamento e mantemos o incentivo a mastigação. Se liquidificamos ou peneiramos, perdemos parte das fibras e atrapalhamos o processo de mastigação. Isso pode trazer complicações na fala posteriormente.” Além disso, se pode ofertar porções para a criança pegar com a mão.

Os carboidratos

Gisele comenta que cereais e leguminosas como arroz e feijão podem ser introduzidos entre os 7 e 8 meses. Ela diz que vegetais como aipim, moranga, batatas, inhame são excelentes fontes de carboidratos nessa fase da criança. “Outros carboidratos, como massa e polenta, que são alimentos processados, não são interessantes nessa fase. Além do enorme número de conservantes, estabilizantes, existe o refinamento desses alimentos. Sabemos hoje que o refinamento é um dos maiores culpados pela obesidade, pois faz alteração de hormônios desde muito cedo.”

Ovo

A profissional afirma que o ovo pode ser ofertado para bebês e que possui muitos benefícios. “A gema contém substâncias como fosfatidilcolina que é extremamente importante para o cérebro do bebê. O ovo também é um alimento rico em proteínas e gordura de boa qualidade, só precisamos ficar atentos, pois também é um alimento bastante alergênico.”

Sal e açúcar

Gisele revela que a introdução de sal e açúcar na dieta de bebês possui tempos e cuidados diferentes. “Não se deve ofertar sal no primeiro ano de vida do bebê.Após, deve ser introduzido em pouca quantidade.” Já o açúcar não deve ser ofertado até os dois anos. “Após, utilizar açúcares não refinados como demerara ou mascavo.”

Eles não andam, eles desfilam

Pais procuram por carreira de modelo para pequenos.


Paloma Vargas/GES-Especial
Maria Luiza fica muito a vontade em frente à câmera
Às vezes é um sonho dos pais. Muitas vezes, de tanto ouvir que o seu pitoco é bonito, sorridente, esperto e até mesmo fotogênico, os responsáveis acabam pensando: Por que não procurar uma agência de modelos? Assim pode começar a carreira de diversas crianças como modelos comerciais.

Nesta semana, Rosângela Kitaichuka, 33 anos, levou sua pequena Maria Luiza, de apenas 1 anos e 3 meses, para fazer uma avaliação na agência Up Models, de Gravataí. No local, toda terça-feira é dia de tentar ser modelo e descobrir talentos. “A carreira de modelo nunca foi um sonho meu, mas de tanto ouvir as pessoas me dizerem de que eu deveria investir no talento dela, resolvi procurar a agência”, comenta.

A menina, de sorriso fácil, não se intimidou na frente da câmera e o resultado da avaliação será conhecido em até sete dias. “Acredito que se ela for selecionada vai se dar bem. Ela não estranha pessoas e está sempre feliz.” A mãe lembra que trabalha fora e questionada sobre o ritmo de testes que a filha poderá ser submetida, ao entrar para a agência, ela afirma que se adaptará a nova realidade. “Vou dar um jeito para ter disponibilidade e vou atrás do melhor para ela”, revela.

Levando a filha Júlia, de 1 ano e 11 meses, Carine Borges afirma que também foi influenciada pela opinião de outras pessoas sobre os talentos da filha. “Vim para aproveitar esta fase dela. Desde pequena falam da sua beleza. Se for selecionada, vamos avaliar, ver se ela gosta, porque tudo tem que ser prazeroso para a Júlia”, diz.

“Não basta Ser lindo”


Arquivo pessoal
Silvia lembra que é importante ter informações da agência
A diretora e booker da Up Models, Silvia Goulart (foto), afirma que a carreira de um modelo comercial pode começar cedo. Bebês podem entrar na agência a partir dos 3 meses de vida. “Para este mercado, precisamos de todos os perfis de pessoas, mas não basta ser lindo. O modelo precisa ter uma série de atributos para seguir nesta carreira.”

Ele revela que, no caso dos pequenos, além de beleza e carisma, detalhes fazem toda a diferença. “A criança precisa gostar de se pentear, por exemplo, de trocar de roupa diversas vezes em um curto espaço de tempo, no caso dos meninos, pode ser que tenha que deixar passar um pó no rosto, e tem que entender que isso faz parte do trabalho.”

A atendimento da agência Marta Oliveira, que faz as primeiras avaliações, destaca que a vontade tem que partir da criança, quando ela já tem idade para isso. “Já atendi um menino que era o sonho da mãe ter sido modelo. Estava no rosto dele que não estava curtindo o que estava acontecendo. Isso tem que ficar claro para os pais. Assim não dá certo.”

Após ser selecionado é necessário fazer um book (que tem um custo arcado pelo candidato) e assumir um compromisso. Silvia lembra que ter informações da agência antes de buscar o teste é importante. “Saber quais são os clientes desta agência e pegar informações com pais de crianças já agenciadas é muito importante.”

Perspectiva de futuro para eles


Arquivo pessoal
Rodrigo Acom fez comercial de TV
A empresária Karen Moraes tem seus dois filhos, Rodrigo, 9 anos, e Rafael Acom, 3, trabalhando como modelos. Por ser mais velho, Rodrigo foi o primeiro a começar no trabalho. “Ele era desinibido e diziam que era bonito, por isso procurei uma agência e deu certo.” Ela lembra que muitas vezes o trabalho é cansativo. “Muitas vezes são horas de testes, mas eles gostam e penso que é uma perspectiva para o futuro deles, por isso invisto.” Karen destaca que os pagamentos dos trabalhos são usados sempre para os meninos. “Eles compram algo que querem e também investimos em cursos. No final, o resultado dá muito orgulho.”