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Palpites de Mãe

Brincar para se alimentar melhor

Negócio familiar tem filha de 9 anos com inspiração.

Foto por: Arquivo Pessoal
Descrição da foto: Fernanda, Henrique e Maria Clara respiram fofuras
A crise econômica e a busca por um mercado que ainda não estivesse saturado fez com que o casal Fernanda Mallet Lange e Henrique Neves buscasse uma alternativa de renda ainda em 2015. Além disso, o convívio com a pequena Maria Clara, 9 anos, foi o ponto-chave para que eles se voltassem ao mercado infantil. Foi assim que surgiu uma empresa de almofadas personalizadas. “Iniciamos com as lembrancinhas personalizadas para colorir (almofadinhas), onde conseguimos nos destacar pelo produto que entregamos, através, principalmente das artes com personagens que caem no encanto das crianças”, comenta Fernanda.

Cada vez mais os pais procuram inovar no que diz respeito aos filhos e suas comemorações, como as lembranças de aniversário. No início, o negócio era apenas uma complementação de renda. “Mas vimos que o mercado de produtos infantis era algo que poderia ser rentável. Assim com a evolução da empresa se tornou a fonte de renda da família”, diz a empresária.

O papel de Maria Clara

Foto por: Arquivo Pessoal
Descrição da foto: Maria Clara é inspiração para negócio da família
Fernanda revela que, como mãe, sempre quis estar presente na vida da filha. “A empresa, que funciona na nossa casa acaba nos permitindo eu como mãe e o Henrique, como padrasto, de acompanhar o crescimento e educação dela”, relata.

O convívio com a menina ainda faz com que a empresa esteja sempre antenada nas tendências infantis. “Ela é uma espécie de persona da empresa. Nela temos o termômetro de como podemos atingir o nosso público-alvo, através do que ela gosta, dos interesses que ela tem. Assim também podemos ficar mais antenados a um universo do qual saímos faz um tempo.”

Estimulando hábitos saudáveis

Foto por: Arquivo Pessoal
Descrição da foto: Almofrutinhas aproximam crianças de hábitos saudáveis através das brincadeiras
Fernanda lembra que para “abocanhar uma fatia de mercado”, além das almofadas personalizadas a empresa iniciou um trabalho de produzir objetos de decoração. “Mas não queríamos apenas um enfeite. Então, resolvemos ver algo que as crianças pudessem também interagir. Assim nasceram as “Almofrutinhas”.

Ela relata que o projeto foi uma parceria com a designer Marisca Petisca. As almofadas representam as frutas abacate, banana, melancia, morango, uva e laranja. Todas possuem o “cheirinho” da fruta, que ajuda a criar uma empatia com os pequenos, além de possuírem “rostinho”, e em alguns casos braços e pernas, para que sejam vistas como “amigas”.

A empresária revela que a ideia surpreendeu pelo retorno. “Fomos procurados, inclusive, por nutricionistas que se interessaram nas Almofrutinhas para colocarem em seus consultórios. Notamos que esta seria uma forma de facilitar o trabalho de quem educa os pequenos e os ensina a ter hábitos mais saudáveis, e isso inclui a alimentação. As almofadas acabam sendo uma forma lúdica, alegre e simpática”, finaliza.

Grupo serve de apoio para mães de primeira viagem

Mulheres se reúnem para mensalmente para conversar e se divertir.


Valesca Dias Fotografia
Grupo "Entre Mães" foi criado em maio de 2017
A maternidade, para mães de primeira viagem, pode vir com uma série de dúvidas e ter apoio neste momento é muito importante. pensando nisso, 12 mulheres das mais diversas profissões e idades se uniram e formaram um grupo para trocar experiências. O Entre Mães surgiu em maio do ano passado, da necessidade destas mulheres em compartilhar. Os encontros ocorrem mensalmente, cada vez na casa de uma delas e os bebês são sempre bem-vindos.

Segundo a idealizadora da ação, Ana Paula Rittes, 29 anos, o grupo foi criado com o intuito de umas ajudarem as outras. “Ninguém tinha experiência com a maternidade, mas a gente sentiu na pele que a maternidade não era tão linda e maravilhosa quanto pensávamos.” Ela explica que nos encontros, todos os assuntos trazidos são conversados. “Falamos sobre tudo, desabafamos.”

Dinâmicas

Ana destaca que nas reuniões, além da troca de experiências ocorre também algumas dinâmicas, sempre pensando em valorização e autoestima. “Já fizemos cartazes para apontar qualidades umas nas outras, já recebemos cartas dos maridos relatando como somos como mulheres e que tipo de mãe nos tornamos, entre outras atividades. A intenção é sempre sairmos mais felizes, fortes e confiantes”, diz.

A idealizadora ainda revela que a ideia do grupo também surgiu por conta de saber que suas amigas estavam ficando mais em casa, pro conta dos bebês. “Muitas das meninas ficam em casa o dia todo com as crianças e isso é muito exaustivo. Então, as dinâmicas são feitas também para nos divertirmos e focarmos também em nós, não só nos pequenos. Isso faz bem pra todas nós.”

Amizades

Ana afirma que a amizade acabou surgindo para todas as participantes. “A maioria não se conhecia e uma coisa muito falada no grupo por todas as meninas, é que quando a maternidade vem, a maioria das amizades antigas desaparecem. A gente se sente muito sozinha e o grupo muda isso já que todas estão na mesma fase.”
Ela revela que a união virou marca da ação. “Nos ajudamos bastante. Além do apoio psicológico, trocamos roupas dos bebês e, quando alguma acaba por um motivo ou outro, ficando com dificuldades, ajudamos com leite, fraldas, o que for necessário. Prezamos muito o respeito e amor e nos fortalecemos umas nas outras.”

Participação faz a diferença

Única mãe de gêmeos do Entre Mães (Cristian e Nicolas de 1 ano e 3 meses), Daiane Klug, 28 anos, revela que “o grupo foi uma das melhores coisas que aconteceu depois da maternidade.” “Com a maternidade, muitas amizades de anos nos deixam, e no grupo, mulheres que conheci em um pouco mais de um ano se tornaram amigas indispensáveis.”

Daiane ainda revela que o apoio das outras mães faz toda a diferença no seu relacionamento com os bebês. “Muitas vezes a gente se pergunta: será que estou fazendo certo? Será que vou dar conta? Daí conversar com pessoas que estão no mesmo barco, faz com que a gente perceba que nem tudo é mar de rosas, que nem todos os dias vão ser maravilhosos e poder ter com quem compartilhar esses momentos faz com que os dias, as dificuldades se tornem mais leves.
Só tenho a agradecer a Deus por ter colocado em minha vida essas mulheres, que são mães sensacionais”, relata.

"Caiu a ficha"

Última a entrar na iniciativa, Luana Borges, 26 anos, mãe de Lorenzo, de apenas 2 meses, foi convidada a fazer parte ainda durante a gestação. “Um dos momentos mais importantes da minha gravidez foi o convite para participar do Entre Mamães. Na hora fiquei tão emocionada, pois foi ali que me dei conta: isto está acontecendo de verdade! Eu vou ser mãe!”

Ela diz que ter pessoas que possam ajudar nesta nova fase da vida, é fundamental. “Quando viramos mãe, nossas prioridades e pensamentos mudam. Passamos por tantos momentos, de dúvidas, de insegurança, e até felizes na gravidez e com a chegada do bebê, que precisamos compartilhar. Quase perdi meu filho no início da gravidez. Tive tanto medo! Muito do que sou como mãe hoje é por causa do grupo lindo que faço parte e das amizades verdadeiras que construí com ele.”

Integrantes

Ana Paula Rittes
filho Miguel (1 ano e meio)
Cíntia Pellizzaro
filha Júlia (6 meses)
Danielle Tomazzini
filha Lívia (2 anos)
Daiane Klug
filhos Nicolas e Cristian (1 ano 2 meses)
Franciele Marimon
filho Ricardo (1 ano e 3 meses)
Isadora Serevo
filho Henry (9 meses)
Katiússa Eilert
filha Luísa (1 ano e 4 meses)
Liara Milczarek
filho Joaquim (1 ano e meio)
Luana Borges
filho Lorenzo (2 meses)
Priscila Silvano
filha Vitória (1 ano e meio)
Rosiane Lima
filho Davi (2 anos)
Andresa Fraga
mãe da Valentina (1 ano e 7 meses)

Bebês precisam sim, escovar os dentinhos

Higiene bucal deve iniciar ainda na fase que estão "banguelas".

Foto por: Paloma Vargas/GES-Especial
Descrição da foto: Hora do banho também pode ser usada para a escovação
No último dia 3 de outubro foi comemorado o Dia Mundial do Dentista. Profissão temida por muitas pessoas, os dentistas têm papel fundamental na nossa saúde e os cuidados bucais devem ser iniciados ainda nos primeiros meses de vida. A higienização deve ser feita sempre assim como o estímulo aos hábitos saudáveis, como a escovação, deve ser iniciado pelos pais, assim que os primeiros dentinhos começarem a apontar.

Segundo a dentista Marieli de Oliveira, mesmo sem ter os dentes, é importante que se faça a higienização da boca do bebê. “Principalmente da língua, que acumula saburra lingual e desenvolve nesta idade o fungo cândida albicans (famoso sapinho).” Ela explica que o processo é fácil e deve ser feito após as mamadas, com uma gaze úmida em água, enrolada no dedo ou dedeiras (escova) de silicone. A dedeira também pode ser usada como estímulo na fase de pré-erupção dentária.

Já os dentinhos, de acordo com Marieli, podem começar a nascer a partir dos 6 meses de vida. “É no momento do nascimento do primeiro dente que se inicia a escovação propriamente dita, com escova de dentes (modelo semelhante ao de adultos) e creme dental infantil com flúor.”

Evite o excesso de flúor

Foto por: Arquivo pessoal
Descrição da foto: Dentista Marieli de Oliveira
A quantidade de creme dental com flúor na escova precisa ser cuidada. Conforme a dentista Marieli de Oliveira (foto), “cada fase tem uma quantidade específica”. “De zero a 3 anos a quantidade ideal é semelhante a um grão de arroz, já a partir de 3 anos, a quantidade é semelhante a uma ervilha.”

A profissional destaca que o creme dental deve sim, conter flúor. “Porém é importante a quantidade de creme dental, pois a criança na primeira infância ainda não possui a coordenação motora suficiente para cuspir todo o creme, e acaba engolindo uma parte.”

Em excesso, o flúor causa a fluorose, que é uma complicação que ocorre pela ingestão excessiva ou prolongada de flúor durante o período de formação dos primeiros dentes, desde o nascimento da criança até os cinco anos de idade. “O flúor é desejado na superfície do dente, quando perdeu o cálcio e ele repõe a molécula no esmalte e deixa o dente forte novamente. Na dentina, não é legal, porque acaba tomando o lugar do cálcio na formação dos dentes permanentes.” A fluorose causa manchas, na sua maioria nos dentes permanentes, que variam de esbranquiçadas a amarronzadas dependendo da severidade. “Por ser um distúrbio que ocorre durante a formação da estrutura dentária, as manchas não desaparecerão com o tempo”, explica Marieli.

Ao escolher o creme dental, a dentista dá a dica que estes não tenham sabores “muito gostosos”. “Assim evita um pouco a criança querer engolir.”

"Eu ficava sentada enquanto brincavam"

Vítimas da poliomielite falam da importância de vacinar as crianças.



Divulgação
Iara e Suzana tiveram poliomielite quando crianças
Você já se imaginou com alguma dificuldade de locomoção? Com alguma deficiência física? Agora, imagine se fosse o seu filho. Esta matéria não está sendo feita para se falar na falta de possibilidades, de acessibilidade, para se falar das dificuldades que um cadeirante, por exemplo, passa todos os dias. Aqui, se quer falar no ato de amor que as famílias precisam ter com seus pequenos. E isso significa fazer a escolha pela vacinação contra a poliomielite.

A campanha de imunização já encerrou em diversas cidades mas em Gravataí, foi prorrogada até o próximo dia 28, para crianças de 1 a 5 anos incompletos. Todas as pessoas têm o direito de ter suas crenças, mas quando isso coloca em risco a vida de milhares de crianças, deve ser repensado.

A Associação Canoense de Deficientes Físicos (Acadef), através de uma de suas fundadoras e da gestora de Recursos Humanos, Suzana Cardoso e Iara Coromberque, respectivamente, fez uma campanha nas suas redes sociais lembrando da importância da vacinação.

Sentindo na pele

Na campanha há um pequeno relato sobre a infância com a paralisia infantil. “Quando eu era criança e ficava triste por não poder caminhar, correr e brincar como as outras crianças, chorava muito e deixava as lágrimas caírem sobre as minhas pernas para que elas ‘percebessem’ o quanto eu estava triste”, revela Suzana.

Já Iara, hoje com 43 anos, revela o que sua mãe lhe contou e como se sentia. Ela tinha apenas um ano de vida quando os sintomas da doença começaram a aparecer. “Comecei com febre alta e a perder os movimentos de braços e pernas. Minha mãe me disse que na época cheguei a tomar uma dose da vacina, mas os médicos teriam explicado que o vírus já estava no corpo, por isso não teria me imunizado.”

Iara nunca aprendeu a caminhar. Da sua infância, lembra de estar no hospital, fazer diversas cirurgias e de ficar engessada dos pés até a cintura. Ela se arrastava no chão para se locomover e a sua primeira cadeira de rodas foi aos 10 anos, quando então, conseguiu ir para a escola. “Eu ficava sentada enquanto as outras crianças corriam, brincavam, jogavam bola. Eu via aquilo e ficava muito triste de não poder estar fazendo a mesma coisa.” Iara ainda ressalta a sua tristeza de hoje em dia, ao ver pessoas não levarem seus filhos para vacinar por preguiça, desculpa de falta de tempo ou até mesmo falta de informação. “Estes pais precisam saber que estão decidindo o futuro dos filhos e mais, podendo os deixar excluídos, de uma certa forma, da sociedade, para sempre.”

A pólio é uma doença viral que pode levar à paralisia parcial ou total e acomete, geralmente, crianças até os 4 anos de vida.