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Isso non eczisste. Morreu Padre Quevedo

Irmão jesuíta famoso por desmascarar charlatões morreu em Belo Horizonte.

Morreu aos 88 anos nesta madrugada em Belo Horizonte, após problemas cardíacos, o jesuíta Óscar González-Quevedo, mais conhecido como Padre Quevedo. Ele ficou famoso como estudioso de parapsicologia, em especial explicando supostas ocorrências sobrenaturais e desmascarando charlatões.

Padre Quevedo foi uma figura pop no Brasil na primeira década dos anos 2000, por conta de entrevistas em grandes jornais e até um programa no Fantástico, no qual repetia seu mais famoso bordão: "Isso non eczisste!"

Entre os casos famosos dos quais participou Quevedo está Uri Geller, suposto paranormal que entortava talheres nos anos 70. O religioso foi um dos que explicaram publicamente que Geller, na verdade, era um hábil prestidigitador e fazia truques que um bom mágico de salão sabe fazer.

Quevedo nasceu na Espanha, mas se radicou no Brasil. Ele morava desde 2012 em um lar para jesuítas idosos em Belo Horizonte.

WiFi Ralph é divertido para grandes e pequenos

Continuação de Detona Ralph é um pouco longa, mas diverte.

Foto por: Divulgação/Disney
Descrição da foto: Na continuação de Detona Ralph, Vanelope e Ralph vão para a Internet e causam a maior confusão
Com o subtítulo de Quebrando a Internet, WiFi Ralph é a continuação da animação Detona Ralph, de 2012. Enquanto o primeiro filme era uma brincadeira com o mundo dos videogames, este aqui inclui na paródia a Internet em geral. As crianças vão curtir os personagens conhecidos e outros novos, e para os pais também pode ser divertido pescar referências e entender piadas mais adultas que ficam nas entrelinhas.

O filme começa seis anos depois de Detona Ralph. O grandão Ralph, vilão de um game de arcade tipo Donkey Kong dos anos 80, segue amigo de Vanelope, princesa campeã de corridas da Corrida Doce. Só que uma confusão armada pelo cara faz com que o videogame dela corra risco de ser aposentado para sempre. Os dois partem em uma busca na Internet para ver se acham um peça de reposição.
No caminho, a dupla conhece uma série de tipões, como um mecanismo de busca que fica tentando adivinhar a próxima coisa que se vai falar e um trambiqueiro que promete ganhar dinheiro fácil só jogando videogame, além de toda uma empresa de youtubers.

Lembrando um pouco Tron, ao qual faz referência direta, WiFi Ralph diverte ao imaginar a Internet como uma metrópole agitada, cheia de vias expressas do tráfico de banda larga, e na qual as zonas decadentes têm cartazes de conexão discada. Google, Facebook e Amazon são arranha-céus. O baixo mundo, cheio de bandidos e gente estranha, é a Deep Web.

Muitos ingredientes da história divertem da mesma forma que Detona Ralph, fazendo paródias de games. Vanelope fica fascinada por um jogo de corridas extremamente violento, muito parecido com o popular Grand Theft Auto. O filme é bem longo (mais de 120 minutos) e se arrasta um pouco do meio para o fim, com várias reviravoltas e uma série de lições de moral que podiam ter sido resumidas. Mas a garotada se diverte do mesmo jeito.

Vale o filme inteiro uma sequência em que Vanelope encontra todas as princesas da Disney, inclusive tirando sarro umas das outras. A meninada vibra.

O Doutrinador é catarse para geração revoltada com política

Filme brasileiro de super-heróis está batendo recordes de permanência nos cinemas.

Foto por: divulgação
Descrição da foto: Cena do filme brasileiro de super-heróis O Doutrinador
Tem uma coisa interessante acontecendo com O Doutrinador. Esta inédita aventura brasileira de super-heróis, baseada em história em quadrinhos e com todas as cenas de ação e efeitos especiais a que tem direito, está começando a bater recorde de permanência nas salas de cinema. O filme estreou no começo de novembro e segue firme.

O sucesso vem, em parte, porque é uma bem-vinda refrescada no cinema comercial brasileiro, que nesta última década anda num regime quase que exclusivo de comédias. Mas tem mais coisa aí também. O filme é bom. Mais do que isso, tem um senso de timing formidável.
Kiko Pissolato vive o policial Miguel, que trabalha em uma espécie de Bope misturado com Polícia Federal. Após uma tragédia familiar em que sofreu uma perda dramática agravada por falta de atendimento em hospital público, ele decide partir para um confronto contra um governador corrupto acusado, justamente, de desviar dinheiro da saúde. É o início de uma série de justiçamentos de políticos sujos. Usando uma máscara, a imprensa passa a chamá-lo de Doutrinador, e ele entra na mira dos poderosos e também dos colegas policiais.

Baseado nos quadrinhos de Luciano Cunha e com direção de dois realizadores experientes na tevê, Gustavo Bonafé e Fábio Mendonça, O Doutrinador tem boa fotografia e montagem, cenas de ação bem feitas e até boas atuações. A história tem lá os seus clichês e furos, como é comum nos filmes de ação, mas funciona até melhor que a média dos filmes importados de super-heróis. Sobretudo, O Doutrinador capitaliza a insatisfação nacional com a corrupção e o crime, tema que impactou dramaticamente nas eleições. É extremamente violento (a recomendação é 16 anos), até como uma forma de catarse, mostrando castigos terríveis para criminosos de colarinho branco, às vezes sob palmas da plateia. Seu herói é uma mistura entre Batman, Justiceiro e Capitão Nascimento. Mensagem política à parte, é divertido.

Promete virar série.

Deuses e demônios à solta em Novo Hamburgo!

Autora faz campanha para lançar por editora de Portugal livro de fantasia ambientado na cidade.

Foto por: Reprodução
Descrição da foto: Imagem promocional do livro Entre Deuses e Demônios, de Sabrina Naud
Talvez você nem tenha notado, mas tem uma série de criaturas exóticas à solta em Novo Hamburgo. Deuses, demônios e toda sorte de seres fantásticos, às voltas com seus próprios problemas e às vezes dando uma topada no mundo dos mortais comuns.

Este é o ponto de partida do livro Entre Deuses e Demônios, da autora hamburguense Sabrina Naud. Ela está em processo de publicação desta história de fantasia por uma editora de Portugal. A obra ainda não está pronta, mas tem um site onde dá para baixar o primeiro capítulo para ler e também dá para se informar sobre o programa de crowd funding (vaquinha virtual), que inclui recompensas para quem participar.

Um aperitivo do livro, nas palavras da própria autora:

"A história se desenrola na pacata cidade de Novo Hamburgo no ano de 2001, onde as coisas não são como aparentam ser. Criaturas místicas, vampiros, bruxos, caçadores e deuses antigos se misturam ao cotidiano da população. Um mundo de magia e misticismo desperta à noite, onde a escuridão protege o seu segredo. Uma adolescente criada por elfos longe dali se muda para a cidade e com seus amigos, mestiços da mais variadas raças, luta para manter a ordem no local, além de lidar como problemas como aceitação, paixões, separações, preconceito, mentiras e tudo que é ampliado um milhão de vezes quando se tem 14 anos."

Foto por: Reprodução
Descrição da foto: A autora Sabrina Naud, de Novo Hamburgo
Sabrina conta que a história começou a ser criada quando ainda tinha 12 anos. Depois, aos 16, ela publicou um fanzine com amigos incluindo parte do universo do livro.

Vale a pena prestigiar, até por questão de sobrevivência cotidiana. Se já é difícil lidar com os adolescentes e pré-adolescentes de Novo Hamburgo e região (acredite, pai sabe dessas coisas), imagina quando eles forem vampiros, deuses antigos ou, pior, simplesmente demônios.