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Motores

Novo ou usado, eis a questão

Com preço de um zero-quilômetro é possível comprar carro com alguns anos de uso, mas mais potente e equipado.

Aquele tão sonhado zero-quilômetro finalmente está ao alcance, mas uma ampla gama de seminovos na mesma faixa de preço deixa muita gente em dúvida. Isso porque geralmente são de segmentos superiores e trazem mais espaço, luxo e tecnologia. Casos de pessoas que entram na concessionária para comprar um zero e acabam levando um seminovo ou usado são mais frequentes do que se imagina. ‘‘É comum acontecer, pois o consumidor inicialmente busca um determinado modelo, mas já durante a primeira conversa com o vendedor percebemos que precisa mesmo de um carro de outro patamar. Recentemente um cliente veio procurando um Etios zero-quilômetro mas, como precisava de um motor mais potente, acabou levando um Corolla seminovo’’, explica o gerente da CarHouse Toyota Novo Hamburgo, Thomas Lipp.

O segredo para aventurar-se em um seminovo está em persistir na busca por exemplares em ótimo estado de conservação, de preferência único dono. Lataria, motor e câmbio devem estar funcionando perfeitamente. Caso contrário, será sinônimo de dor de cabeça. A indecisão geralmente ocorre pela forma como muitos consumidores optam por definir o próximo veículo: não entre diferentes modelos do mesmo segmento, mas pelo que é possível comprar com o montante que têm em mãos.

Seguindo essa linha, com o valor de um Honda Fit CVT zerinho é possível adquirir, por exemplo, um Civic LXR 2016 automático. São duas categorias distintas: o primeiro é um monovolume, o segundo um sedã médio. O Fit ganha em modularidade interna graças às amplas possibilidades de regulagem e rebatimento dos bancos, enquanto o Civic leva vantagem na potência e estabilidade. Já com o valor de um Toyota Etios 1.3 é possível levar para casa um Corolla 2013 com apelo esportivo, o XRS. Por fim, com o dinheiro de um Volkswagen Gol 1.6 automático zero-quilômetro dá para adquirir um Renault Duster 2.0 ano 2016.

Outro fator que faz com que muitos busquem um usado é que o primeiro dono já arcou com os custos de desvalorização que os novos sofrem nos primeiros anos. Saiu da concessionária, já está perdendo valor. Mas quem compra um zero também tem seus argumentos: garantia de fábrica e o incomparável cheiro de carro novo. Tomando como base a tabela Fipe, confira ao lado exemplos de modelos – todos automáticos, dentro da crescente tendência de mercado – que rivalizam em preço e podem deixar qualquer um indeciso.

Arte

Stinger, o míssel coreano

Carro mais potente já fabricado pela Kia tem 370 cv e atinge 270 km/h.

Rápido, confortável e exclusivo. Carro mais esportivo da história da Kia, o Stinger GT foi apresentado com pompa no Salão do Automóvel de São Paulo do ano passado pelo bicampeão de F1 Emerson Fittipaldi, que emprestou o seu sobrenome à Launch Edition by Fittipaldi, edição limitada a 20 unidades, cada qual vendida pelo valor ‘‘promocional’’ de R$ 349,9 mil. Segundo o diretor de Vendas da Kia, Ary Jorge Robeiro, neste ano, outros 50 carros serão importados, pelo preço unitário de R$ 399,9 mil.

No último dia 1o, foi possível testar este esportivo e vários modelos disponibilizados pela montadora em Porto Alegre. Foram poucos, mas bons quilômetros a bordo do Stinger, que impressiona pela suspensão firme, mas confortável, e pela ótima estabilidade, graças à tração AWD. Na BR-290 (free way), o V6 de 370 cv deu uma pequena amostra do que é capaz, estilingando o sedã. Bom mesmo seria colocá-lo numa pista, mas sua proposta é ser o carro do dia a dia daqueles que não abrem mão de dar boas aceleradas de vez em quando.


Visual


Com um jeitão de Audi e de Jaguar, o sedã esportivo tem 4,83 m de comprimento e pesa 1.891 kg. Rodas 19’’ são calçadas com pneus 225/40 na dianteira e 255/35 na traseira.

Motor V6 3.3 biturbo


O V6 Lambda II 3.3 GDI biturbo gera potência de 370 cv a 6.000 rpm e torque de 52 kgfm entre 1.300 e 4.500 rpm. Câmbio automático de 8 marchas é ágil, permitindo que o sedã vá de 0 a 100 km/h em 4,9 s e atinja 270 km/h.

Velocidade exibida no para-brisa


Interior esportivo conta com tecnologias como Head Up Display (HUD), que projeta velocidade e outros dados no para-brisa. ‘‘Este carro todas as mais recentes tecnologias do mundo’’, explica o empresário José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil e da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, a Abeifa.

T-Cross: confira como anda o SUV da Volkswagen

Desempenho esportivo é destaque da versão topo de linha Highline, testada em Belo Horizonte.

Belo Horizonte - Antes tarde... do que mais tarde. Demorou exatos 16 anos, mas agora a Volkswagen finalmente tem um SUV compacto para chamar de seu. Um dos lançamentos mais aguardados dos últimos tempos, o T-Cross chega às lojas no final de março com credenciais que podem levá-lo à liderança do segmento, repleto de concorrentes – a começar pelo Ford EcoSport, que popularizou o segmento a partir de 2003. Como é um carro novo, o interesse sobre seu desempenho, dirigibilidade e espaço interno é muito grande. Confira agora as primeiras impressões.


O test-drive ocorreu em Belo Horizonte, no último dia 13, durante o lançamento para a imprensa. Saindo do bairro Belvedere, uma belíssima estrada sinuosa leva à cidade de Brumadinho, tristemente conhecida em todo o País pela tragédia na barragem. O destino final é a Serra da Moeda, que se eleva a 1,5 mil m em relação ao nível do mar e que os mineiros ‘‘modestamente’’ chamam de Topo do Mundo – quando todos achavam que era o Monte Everest.

E para chegar ao Topo do Mundo, nada melhor do que a versão topo de linha Highline, a única disponível no evento, equipada com o 1.4 250 TSI Total Flex de 4 cilindros e 150 cv (a 5.000 rpm). O desempenho prometido pela montadora é comprovado já nas primeiras aceleradas.


O turbo e a injeção direta desenvolvem torque máximo de 25,5 kgfm, que chega bem cedo, a apenas 1.400 rpm. Resultado: basta pisar pouco para o carro ganhar velocidade rapidamente. Nesta versão, conforme medições da fábrica, são necessários apenas 8,7 s para sair da imobilidade e chegar aos 100 km/h, um pouco mais rápido que o Jetta, que usa o mesmo motor e necessita de 8,9 s para cumprir a prova. Já a velocidade máxima é de 198 km/h, menor que a do sedã (210 km/), e seu peso totaliza 1.292 kg (39 kg a menos que os 1.331 kg do Jetta). Quando é selecionado o modo Esportivo, é alterada a curva do acelerador e é preciso pisar ainda menos para sentir as reações.


Capricho nos detalhes

O painel de linhas horizontais é praticamente o mesmo do Polo e agrada não só pelo visual, mas pelos materiais de boa qualidade empregados na Highline. O capricho também é percebido nos encaixes precisos.

Conforto e pouca oscilação da carroceria

Dono de um projeto moderno, o T-Cross brasileiro é lançado simultaneamente com os mercados alemão e chinês. A Engenharia da Volkswagen fez a lição de casa também na hora de ajustar a suspensão, aprovada com nota 10. A consequência é uma calibragem firme, que não permite rolagem excessiva da carroceria, com boas doses de conforto. Correções de trajetória podem ser feitas com rapidez e segurança. Para isso, ajudam bastante o controle de estabilidade (ESC) e o XDS+ (bloqueio eletrônico do diferencial), que atua automaticamente nos freios das rodas internas às curvas nos dois eixos e permitindo uma transferência do torque do motor às rodas externas. ‘‘É como se houvesse uma força puxando o carro para dentro da curva, aumentando a segurança’’, explica o gerente de Engenharia da montadora, José Loureiro. A direção elétrica é bastante leve e precisa.

A posição elevada de dirigir, tão desejada pelos brasileiros, ajuda a visualizar a estrada e eventuais buracos. Graças à qualidade de manufatura e à modularidade da plataforma MQB, o T-Cross transmite uma grande solidez em pisos irregulares, aspecto valorizado por quem é apaixonado por carros.

Bom espaço interno

Com 4,19 m de comprimento, modelo tem 2,65 m de entre-eixos, que se traduzem em um ótimo espaço para as pernas de quem vai atrás. SUV tem 1,57 m de altura e 1,76 m de largura. No porta-malas, vão 420 l de bagagens (no EcoSport, são 356 l).

A receita da potência: turbo aliado à injeção direta

O 1.4 250 TSI está acoplado à transmissão automática tradicional de seis marchas com função Tiptronic, dona de ótimo escalonamento e que atua com suavidade. As médias de consumo são interessantes, segundo a montadora: 11 km/l na cidade e 13,2 km/l na estrada, ambas com gasolina. As demais versões vêm com o motor 1.0 200 TSI Total Flex de três cilindros. São 128 cv com etanol e 116 cv com gasolina, além de torque máximo de 20,4 kgfm (200 Nm). Para esse propulsor, existem duas opções de câmbio, ambas de seis marchas: manual (apenas na 200 TSI) ou a automática com função Tiptronic, que também conta com as aletas no volante (shift paddles). Nenhuma dessas configurações estava disponível para test-drive. Então, a grande expectativa é sobre o desempenho do 1.0 de 128 cv. No Polo esse powertrain funciona muito bem, mas é preciso ressaltar que o hatch é 145 kg mais leve que o SUV. Só resta aguardar...

Viagem a convite da Volkswagen

OS PREÇOS


200 TSI Manual: R$ 84,99 mil

200 TSI Automática: R$ 94,49 mil

Comfortline 200 TSI Automática: R$ 99,99 mil

Highline 250 TSI Automática: R$ 109,99 mil

Fonte: Volkswagen

Jeep Renegade homenageia o Willys

Série especial começa a ser vendida por R$ 146,99 mil .

Uma homenagem a um veterano de guerra que se popularizou nas ruas de todo o mundo. O Renegade ganha a série especial Willys. A pré-venda está aberta e cada uma das 250 unidades disponíveis custa R$ 146,99 mil.

Baseada na versão Trailhawk, equipada com motor turbodiesel de 170 cv, a novidade recebe inscrições “Willys” nos para-lamas dianteiros e “4-Wheel Drive” na tampa traseira. Ainda há os símbolos “Oscar Mike” – estrelas estilizadas que remontam ao lema militar “em missão” ou “em movimento” – nas colunas C e também bordados nos bancos dianteiros.


Na alça à frente do passageiro, no painel, uma plaqueta indica a numeração dentro da série limitada. Cada comprador vai ganhar uma jaqueta Jeep Gear, cantil e maleta no formato de galão de combustível (“jerry can”).

Carroceria verde recon


A carroceria é pintada na cor verde recon, combinada a várias peças externas com acabamento escuro, como rodas, emblemas, molduras de grade e para-choques e capas de retrovisores.