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Cuidado com a raiva, tristeza e exaustão física: isso pode ser gatilho para um AVC

Essa é a conclusão de um estudo global feito com dados de pessoas de 32 países, incluindo o Brasil

Por Danielle Sanches
Publicado em: 03.05.2022 às 18:23

Um estudo publicado no periódico científico European Heart Journal aponta que raiva, tristeza e exaustão podem ser gatilho para um AVC. Chamado de Interstroke, o estudo analisou as informações de saúde de 13.462 pessoas que passaram por um AVC.

Exaustão física pode ser um gatilho para AVC, diz pesquisa
Exaustão física pode ser um gatilho para AVC, diz pesquisa Foto: Divulgação

A cada 11 participantes, um relatou ter experimentado sentimentos de raiva ou tristeza cerca de uma hora antes da ocorrência do evento neurológico. Ainda, um em cada 20 disse ter praticado algum tipo de esforço pesado, provocando uma exaustão física, no mesmo intervalo de tempo.

De acordo com Letícia Costa Rebello, neurologista especialista em neurologia vascular da Sociedade Brasileira de Neurologia (SBN), o estudo precisa ser encarado com ressalvas, já que não estabelece uma relação de causa direta entre o estresse/exaustão física e o risco de sofrer um AVC. Isso significa que esses eventos – isolados – não devem ser vistos como os únicos culpados.

“O que sabemos hoje é que os fatores de risco para o problema, como a hipertensão arterial, diabetes, obesidade, colesterol alto, tabagismo, arritmias cardíacas e sedentarismo, são responsáveis por 90% dos casos de AVC e devem ser controlados para evitar o problema”, afirma a especialista.
No caso de pessoas que possuem uma ou mais comorbidades — e ainda enfrentam uma alta carga de estresse ou problemas psiquiátricos — devem buscar tratamento para reduzir o impacto disso na saúde. “A ideia é trabalhar as duas frentes de forma conjunta”, avalia.

Na conclusão do estudo, os pesquisadores destacam que os pacientes que experimentaram os momentos de raiva ou tristeza antes do AVC também eram mais propensos a terem um histórico de outras doenças, como hipertensão e diabetes. Eram, também, ainda menos propensos a usarem medicações para o controle dos problemas cardiovasculares. Nos casos do AVC ocorrido após esforço exaustivo, a maioria dos participantes era formada por homens jovens e não diabéticos, porém fumantes.

A maioria dos casos de AVC pode ser evitada ao controlar alguns fatores de risco, como obesidade, hipertensão, diabetes, colesterol alto, sedentarismo, altos níveis de estresse constante, tabagismo e o uso de outras drogas.
No entanto, há fatores sobre os quais não se pode controlar, como a idade (o problema é mais comum em idosos), o gênero (acomete mais homens) e até mesmo a genética de cada pessoa. Por isso os especialistas reforçam a importância em manter os cuidados com a saúde e, em caso de diagnóstico de algum dos fatores de risco modificáveis, buscar tratamento adequado para reduzir as chances de apresentar um evento do tipo.

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