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Vitiligo tem influência das emoções e estresse na pandemia impulsionou a doença de pele

Não há prevenção para as lesões, que são hereditárias em 30% dos casos; confira os cuidados para quem tem o diagnóstico

Por Redação
Publicado em: 04.07.2022 às 05:25 Última atualização: 04.07.2022 às 11:12

Reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Mundial da Conscientização do Vitiligo traz, desde 2011, um alerta para a conscientização da doença. Atualmente, o vitiligo atinge 1% da população mundial e mais de 1 milhão de brasileiros. Devido ao estresse, estes números aumentaram na pandemia.

Vitiligo atinge 1% da população mundial e mais de 1 milhão de brasileiros
Vitiligo atinge 1% da população mundial e mais de 1 milhão de brasileiros Foto: Adobe Stock
"Quem percebe uma mancha sem cor de pele ou branca, bem delimitada e especialmente simétrica (que ocorre dos dois lados do corpo, na mesma área), precisa procurar um dermatologista para realizar uma avaliação clínica dermatológica e fazer exames complementares. É importante iniciar os cuidados e fazer a averiguação da causa o quanto antes", recomenda Mariele Bevilaqua, dermatologista do Hospital Moinhos de Vento.

"Se o paciente começa o tratamento cedo, a chance de reverter o quadro é maior do que em um vitiligo estável, de evolução de muitos anos", argumenta a médica, que integra a Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Há prevenção?

De acordo com o Ministério da Saúde, não há formas de prevenção do vitiligo. Quem possui histórico familiar da doença, precisa ficar ainda mais atento e procurar por dermatologistas, caso surjam lesões. Cerca de 30% dos casos são hereditários.

Quem já possui o diagnóstico de vitiligo deve evitar o uso de roupas apertadas ou que provoquem atrito e pressão sobre a pele. Também é importante evitar a exposição do corpo ao sol forte e usar um filtro solar adequado, pois as áreas sem pigmento tendem a queimar mais fácil e, assim, aumentar a chance de câncer de pele. Se possível, atenuar o estresse também é outra medida que pode ajudar.

Estresse, ansiedade e depressão como gatilhos

Mariele Bevilaqua, dermatologista
Mariele Bevilaqua, dermatologista Foto: Divulgação
"Situações traumáticas podem desencadear o vitiligo rapidamente, pois o fator emocional tem grande influência. As pessoas podem desenvolver lesões em alguns meses - ou dias - depois de alguma situação de forte estresse, especialmente emocional", observa.

"Pacientes que perderam familiares ou outros entes queridos, especialmente de Covid, desencadearam o vitiligo durante a pandemia. O isolamento social imposto pelo período, gerou depressão e ansiedade, agravando os casos", analisa a Mariele. "Infecções, deficiências vitamínicas e doenças autoimunes, como tireoidites (que dispararam nesta época), também podem ter servido de gatilho para causar o vitiligo", complementa a especialista.

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