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Da funcionalidade à realidade

Sérgio Freitas é fisiologista do Exercício

Por Sérgio Freitas
Publicado em: 05.10.2020 às 03:00 Última atualização: 05.10.2020 às 08:28

Extremante difundido e conhecido nas academias e estúdios como um tipo de treinamento bastante completo e complexo e com o intuito de suprir algumas lacunas que outros métodos deixavam em aberto. É uma técnica de trabalho ainda mais dinâmica do que os treinamentos convencionais. Caracterizado por mesclar diferentes capacidades físicas em um único exercício ou movimento e usa o peso do próprio corpo. O foco passa de um grupo muscular isolado para todo os músculos.

O treinamento funcional deve sempre trazer benefícios para a vida da pessoa, mesmo fora do espaço de exercícios. Mas é importante entender que nem tudo que usamos em uma aula de treinamento físico pode ser considerado funcional. Pode-se partir do exemplo de exercícios de musculação. Será que eles estimulam movimentos que nosso aluno usaria na sua vida diária? Certamente não. Assim, não conseguimos considerá-los movimentos realmente funcionais. Para que isso aconteça, devemos seguir o princípio da especificidade e o da transferência, que estão relacionados à vida cotidiana.

Por isso, o funcional é tão eficiente como exercício corretivo e de reabilitação. Ele utiliza movimentos como o agachamento, que são padrões usados em várias atividades. Se realizado diariamente, prepara assim o corpo para vida cotidiana. E para garantir a capacidade de transferência, o funcional trabalha com os seguintes padrões laborais: puxar; empurrar; girar; lançar. Todos esses movimentos fazemos naturalmente e provavelmente várias vezes durante o dia.

Mostrar o corpo como uma estrutura interconectada e global é fundamental para se entender o quão ampla é a ideia do treinamento. Fundamental também é trabalhar o Core ou powerhouse como são denominados os extensores e flexores da coluna no Pilates, por isso as duas modalidades são bastante compatíveis. São eles que mantém a postura adequada mesmo durante movimentos que geram maior instabilidade, assim pode-se perceber que existem muitos exercícios que trabalham com ativação do Core. Mesmo movimentos aparentemente não relacionados à estrutura fornecem fortalecimento a ele, que é o caso do agachamento, já citado, e flexões de cotovelo.

Como muitas pessoas possuem rigidez articular e descompensação muscular, o treinamento funcional busca estimular não somente no treinamento, mas também fora dele, corrigir e recuperar esses padrões de movimentos. Assim, o corpo fica preparado para qualquer tipo de atividade que realizar na vida diária com menor risco de lesões.

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