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Cotidiano | Viver com saúde Viver com Saúde

O que pode acontecer no organismo quando há excesso de ácido úrico?

Ingestão de boa quantidade de água, rotina de atividade física e dieta equilibrada auxiliam no controle das taxas no organismo

Publicado em: 12.10.2020 às 03:00 Última atualização: 13.10.2020 às 10:57

Composto que se forma em nosso organismo como resultado do metabolismo das purinas - tipos de proteínas encontradas nos alimentos -, o ácido úrico pode sofrer alterações em suas taxas e provocar estragos na nossa saúde. "Com a hiperuricemia, há formação de pequenos cristais que se depositam nas articulações, sob a pele e nos rins, e em diversas outras regiões do corpo", explica o médico da Família e coordenador médico da Unidade de São Leopoldo do CCG Saúde, Marcio Chazan.

Os níveis desse ácido podem subir porque sua produção aumentou muito, porque a pessoa está eliminando pouco ou por interferência do uso de certos medicamentos, explica Chazan. "Sabe-se que o consumo exagerado de alimentos ricos em proteínas, como carnes vermelhas (fígado, rins e moela), frutos do mar e peixes (marisco, mexilhão, sardinha), além de industrializados e com muito açúcar (refrigerantes, bolachas) ocasionam aumento nos níveis. Além desses, é importante ressaltar que o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, especialmente a cerveja, também tende a gerar essa alteração. Uma das condições patológicas associadas à hiperuricemia é a obesidade. Indivíduos obesos mostram menor excreção renal de ácido úrico e podem apresentar também maior produção."

E pra baixar?

A redução dos índices passa pela prática constante de atividade física, consumo adequado de água e a alimentação. "A ingestão de proteínas do leite - caseína e lactalbumina - tem sido considerada um fator redutor do ácido úrico. Há diversos outros alimentos que tendem a gerar esse efeito redutor, como brócolis, pepino, a banana, cenoura, maçã e limão."

O que pode provocar?

A doença mais comumente associada à alteração no nível do ácido úrico no organismo é a gota. "Entretanto há diversas outras patologias relacionadas, como a litíase renal e as doenças cardiovasculares. Quando há aumento do ácido úrico circulando no organismo, há processo inflamatório ocorrendo, mesmo que seja de baixo grau. E isso, por si só, é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Sabe-se, também, que o ácido úrico pode gerar retenção de sódio e, com isso, faz elevar a pressão arterial", alerta o médico.

Paciente com ácido úrico elevado também pode ter alterações no colesterol, glicemia e triglicérides. "Há uma associação bem estabelecida entre resistência insulínica, hiperinsulinemia e níveis elevados de ácido úrico, especialmente em presença de hipertrigliceridemia", diz.

 

Quando a mão ou o pé descasca é ácido úrico? Não!

Vamos deixar de lado um dos mitos mais conhecidos sobre a questão. "A pele pode descamar na região afetada, mas não é o que ocorre na maioria dos pacientes que buscam atendimento com essas queixas. De forma geral, podemos dizer que o aumento do ácido úrico não causa essas alterações", destaca o médico.

 

Que tipo de sintomas são frequentes?

O especialista reforça que os principais sintomas de ácido úrico alto são dor, inchaço e dificuldade em movimentar a articulação afetada (especialmente o dedão do pé, tornozelo, joelho), vermelhidão e calor no local, além de, em casos mais graves, a deformação da articulação acometida. A primeira medida literalmente a tomar é ingerir maior quantidade de água.

 

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