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Cinco mitos sobre primeiros socorros na infância

No mês das crianças, acompanhe este alerta sobre os acidentes domésticos com os pequenos e saiba o que fazer em cada situação

Publicado em: 19.10.2020 às 03:00 Última atualização: 19.10.2020 às 10:19

Que crianças são curiosas e gostam de pequenas aventuras em seu dia a dia, todo mundo sabe. Mas e quando algo sai errado, como agir? Médico pós-graduado em Urgência e Trauma, Fábio Strauss traz dicas sobre como auxiliar a criança em casos de acidentes domésticos, até que o serviço de atendimento de emergência possa chegar:

Mito 1: Leite cura intoxicação - a falsa orientação vem do conhecimento popular, porém o leite não tem propriedades antiveneno. Inclusive, em alguns casos, sua ingestão pode aumentar ou facilitar a absorção de substâncias venenosas pelo organismo.

Mito 2: Em caso de queimadura, passar pasta de dente - assim como a borra de café e outras soluções caseiras, está totalmente descartada. O contato destes produtos com a pele queimada pode aumentar a sensação de dor e também as chances de infecção. A medida recomendada é deixar a área queimada sob água corrente por alguns minutos, o que ajuda a controlar a temperatura da pele.

Mito 3: Torniquete auxilia em picadas de animais - a antiga solução não é eficaz. O que se deve fazer é deixar o membro picado sempre inclinado para baixo, sem levantá-lo. Se possível, capture o animal e leve-o, de forma segura, ao pronto-socorro, para que o médico possa identificar o melhor tratamento.

Mito 4: Se a criança se afogar, deite-a de bruços - casos de afogamento infantil, infelizmente, são muito comuns. Sempre que a criança seguir respirando depois de ser resgatada, o correto é deitá-la de lado, virada sobre o lado esquerdo do corpo. Em seguida, afastar seu queixo do pescoço, para que possa respirar melhor e expulsar a água engolida.

Mito 5: Se cair, levanta e vai de novo - quedas corriqueiras acontecem sem danos. Mas um parâmetro para avaliar a importância do tombo é: para crianças de 2 a 5 anos, o perigo é maior quando a altura da queda representa o dobro do tamanho da criança.

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