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Notícias | Especial Coronavírus Distanciamento Controlado

Amvars defende manutenção da cogestão com regras mais brandas para a bandeira preta

Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos deve apresentar decisão ao governo do Estado nesta segunda (22). Prefeitura de São Leopoldo não concorda;

Publicado em: 21.02.2021 às 17:54 Última atualização: 21.02.2021 às 19:00

Depois do anúncio de que a região de Novo Hamburgo (R07) foi classificada em bandeira preta no mapa preliminar da 42ª rodada do Distanciamento Controlado estadual, 14 dos 15 prefeitos que integram a R07 votaram pela manutenção da cogestão na região.

A decisão será levada nesta seguida (22), pelo presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvars), Luciano Orsi, ao governador do Estado, Eduardo Leite.

“Bandeira roxa”

No sábado (20), os prefeitos conversaram por meio de aplicativos e definiram por recuar os protocolos da bandeira preta ao limite da bandeira vermelha, conforme permite o Modelo de Distanciamento Controlado (MDC).

Com isso, conforme a Amvars, criou-se a “bandeira roxa”, regional. Mantendo-se a cogestão as regras passam a valer a partir da terça-feira (23) em toda a R07, sendo que os municípios têm autonomia para restringir mais do que a bandeira sugerida.

Segundo o presidente da Amvars, a opção dos prefeitos foi por ganhar tempo e já adiantar o envio dos documentos com os novos protocolos para o governo do Estado a fim de garantir que, mantida a cogestão, todos possam já trabalhar sob as regras vigentes.

“Nossa região vinha sob a vigência da bandeira vermelha, adotando protocolos próprios de bandeira azul, no limite da bandeira laranja. Se a cogestão for suspensa teremos um impacto muito grande, pois sairemos de um protocolo mais flexível para um bem mais restrito, o que é prejudicial para toda a economia. Entendemos a gravidade do atual quadro epidemiológico, mas não é fechando empresas ou limitando o acesso de funcionários que isso será resolvido. De uma maneira geral, em nossas cidades, as empresas, prestadores de serviços e comércio têm seguido os protocolos exigidos. Por isso somos favoráveis pela manutenção do funcionamento desses estabelecimentos. Agora, quanto a agir para inibir a circulação de pessoas e aglomerações em espaços públicos e até privados, somos favoráveis”, disse Orsi.

O presidente também disse entender que o recente decreto que proíbe o funcionamento dos estabelecimentos das 22h às 5h será um importante aliado para conter as aglomerações noturnas. “Estamos no verão e a noite acaba sendo um convite às festas e aglomerações, por isso essa medida pode ter muito efeito desde que cumprida e, para isso, além das equipes municipais de fiscalização precisamos contar com a ajuda dos organismos de segurança do Estado”.

“Cruzada”

Para Orsi, a exigência nesse momento é pela manutenção dos protocolos sanitários por parte da população. “Esse tipo de compromisso depende muito mais de cada um do que do poder público. Têm coisas que fogem à nossa alçada! Precisamos convocar as pessoas para se unirem em uma 'cruzada cidadã’ voltada a coibir abusos e aglomerações. Infelizmente tem gente que ainda não entendeu o momento que estamos enfrentando e segue agindo como se não houvesse uma pandemia. Precisamos uns dos outros para coibir esse tipo de comportamento”, sublinhou.

Prefeito de São Leopoldo não concorda

Entre os municípios participantes da Amvars, a prefeitura de São Leopoldo foi a única a se manifestar contrária a criação da “bandeira roxa”. O prefeito Ary Vanazzi destacou que não vai discordar do proposto pelo governo do Estado. Ainda no sábado, após reunião emergencial com os secretários de governo, Vanazzi e o secretário da Saúde, Marcel Frison, realizaram uma live pelo Facebook onde anunciaram a proposta de "lockdown" no Município.

A ideia de parada geral da cidade pelo período de uma semana será apresentada ao Comitê de Atenção ao Coronavírus de São Leopoldo, em reunião extraordinária nesta segunda-feira (22), às 15 horas. Se aprovada pelo Comitê, ela estará no decreto que será emitido na terça (23) e passará a valer a partir de quarta-feira (24). “Se o Comitê não aprovar o lockdown, vamos fazer valer o decreto da bandeira preta, com mercados funcionando com 25% dos trabalhadores, ônibus com 50% de lotação e todos os passageiros sentados e escolas, tanto do ensino o público quanto privado, com aulas apenas remotas”, disse Vanazzi.

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