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Na França, ex-presidente Sarkozy é condenado a 3 anos de prisão por corrupção

Político também foi culpado pelo crime de tráfico de influência no que ficou conhecido como 'caso da escuta telefônica'

Por Estadão Conteúdo
Publicado em: 01.03.2021 às 14:12 Última atualização: 01.03.2021 às 14:13

Tribunal considerou que houve um 'pacto de corrupção' entre Sarkozy, o advogado Thierry Herzog e o ex-juiz Gilbert Azibert Foto: AFP
O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy foi condenado a três anos de prisão nesta segunda-feira, dia 1º. O Tribunal Criminal de Paris considerou Sarkozy culpado pelos crimes de corrupção e tráfico de influência no que ficou conhecido como "caso da escuta telefônica". O veredicto foi apresentado no começo da tarde (manhã pelo horário de Brasília).

O tribunal considerou que houve um "pacto de corrupção" entre Sarkozy, o advogado Thierry Herzog e o ex-juiz Gilbert Azibert, pelos mesmos crimes. Os dois receberam a mesma pena do ex-presidente, tendo Herzog recebido uma punição adicional de proibição de exercer a advocacia por cinco anos.

A pena do líder conservador francês foi menor do que o pedido da acusação. Durante o julgamento, a promotoria pediu que o político de 66 anos fosse condenado a quatro anos, dos quais deveria cumprir pelo menos dois na prisão.

Durante seu testemunho, o ex-presidente disse que foi vítima de mentiras e negou a prática de qualquer ato de corrupção. "Nunca. Nunca abusei da minha influência, alegada ou real", disse ele ao tribunal em dezembro passado. "Que direito eles têm de me arrastar através da lama assim por seis anos? Não há lei?". 

Entenda o caso

O caso pelo qual o ex-presidente foi condenado se iniciou em meio a uma outra investigação, sobre o suposto financiamento da Líbia - na época governada pelo ditador Muammar Kadafi - na campanha de Sarkozy em 2007. Por meio de uma escuta telefônica, os promotores identificaram um diálogo entre Sarkozy e seu advogado Thierry Herzog.

Segundo a acusação, o ex-presidente teria se oferecido para garantir um ótimo emprego em Mônaco para o juiz Gilbert Azibert, principal magistrado do Tribunal de Apelações da França na época, em troca de informações confidenciais sobre uma terceira investigação, que apurava supostos pagamentos ilegais da herdeira Liliane da L'Oreal Bettencourt em a campanha presidencial de 2007.

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