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Notícias | País ECONOMIA

'Ninguém quer tirar 10 em fiscal e deixar os mais frágeis passarem fome', justifica Guedes

Ministro disse que, ao mexer no teto de gastos, país busca atender necessidade dos mais vulneráveis com responsabilidade fiscal

Publicado em: 22.10.2021 às 16:20 Última atualização: 22.10.2021 às 16:40

Reunidos no Ministério da Economia, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes realizaram uma coletiva de imprensa, na tarde desta sexta-feira (22), para falar sobre a atual situação do teto de gastos da economia brasileira frente ao anúncio de novos auxílios para a população mais vulnerável, além dos pedidos de demissão de membros da pasta, na quinta-feira (21).

De acordo com Guedes, o País enfrenta um momento em que é necessário encontrar um equilíbrio entre o âmbito técnico e político. Isso porque parte da população tem tido dificuldades de acessar necessidades básicas. Por conta disto, o governo anunciou a criação de novos benefícios e a manutenção de outros por mais um período. No entanto, para que a ajuda possa chegar, de fato, às pessoas mais pobres, será necessário mexer no teto de gastos. 

O ministro afirma que, apesar de não ser "confortável flexibilizar o teto" e de salientar que defende a sua existência, esta é a saída encontrada para que o governo consiga dar assistência à população. "Ninguém quer tirar 10 em fiscal e deixar os mais frágeis passarem fome", disse.

Bolsonaro e Guedes participaram de uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (22)
Bolsonaro e Guedes participaram de uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (22) Foto: Agência Brasil

Demissões

Sobre os pedidos de demissão que chegaram à pasta na noite de quinta-feira, ele comenta que foram ocasionadas por profissionais que não concordaram com a decisão de revisar o teto de gastos e que ele viu a movimentação como "natural".

"Quero assegurar o seguinte: nós estamos de olho nos limites. Isto não é uma libertação, uma falta de compromisso, sair do teto, rever a arquitetura fiscal brasileira...não é isto que está acontecendo", enfatiza o ministro. "O que acontece é que, já que o programa é temporário e a arrecadação subiu muito, ela pode ser um pouco acima do que seria o programa permanente." Guedes ainda coloca que "não há conflito entre os liberalistas e atender os mais frágeis".

'Não pedi demissão em nenhum momento'

Após os pedidos de demissão de membros do Ministério da Economia, foi especulado que o próprio ministro também estaria de saída da pasta. No entanto, ao responder a pergunta de um jornalista, Guedes afirmou que não passou por seus planos deixar o cargo. "Eu não pedi demissão em nenhum momento", afirma.

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