Publicidade
Notícias | Região Nova fase

Operação da PF mirou 'laranjas' de sócios da Indeal para ocultar patrimônio milionário

Empresa, de Novo Hamburgo, é acusada de pirâmide financeira e lesou mais de 23 mil clientes

Por Débora Ertel
Publicado em: 03.03.2021 às 15:45 Última atualização: 03.03.2021 às 15:47

Em 2019, durante operação, PF cumpriu mandados em condomínio de luxo, em Novo Hamburgo Foto: Arquivo Pessoal
As irregularidades envolvendo a prática de pirâmide financeira da Indeal, empresa com sede em Novo Hamburgo, mas com atuação em todo o Brasil, ganharam novo capítulo nesta quarta-feira (3). Hoje, a Polícia Federal (PF) desencadeou a terceira fase da Operação Egypto, desta vez para apurar o crime de lavagem de dinheiro.

Ao que indica, a investigação terá novas etapas, pois os policiais apreenderam novos documentos. O trabalho da PF é realizado em parceria com a Receita Federal, que compartilha documentos que possibilitaram identificar possíveis fraudes fiscais.

Conforme Eduardo Dalmolin Bollis, da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da PF, foram descobertos outros escalões de atuação da Indeal. Em resumo, os líderes do esquema utilizavam laranjas para ocultar a aquisição de patrimônio.

Foram cumpridas ordens judiciais para bloqueio de 170 imóveis registrados em nome dos investigados, com valor total estimado em R$ 80 milhões, além da apreensão de veículos. “Mas eles não eram os verdadeiros proprietários. O dinheiro para aquisição saiu daquele universo primeiramente investigado”, disse o delegado, referindo-se à cifra que pode ser superior a R$ 1 bilhão.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Novo Hamburgo, Estância Velha e Campo Bom. Além disso, houve cumprimento de mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória, no Espírito santo, com o total de cinco prisões temporárias decretadas.

Segundo o delegado, causou surpresa o fato de além do primeiro escalão, o número de envolvidos que Indeal utilizou para ocultar os seus bens. “Ainda não é possível dizer quantos estão envolvidos. Vai depender de tudo aquilo que estamos levantando”, ressalta.

Sobre a restituição de valores às vítimas da Indeal – a empresa tinha 23,2 mil clientes cadastrados em todo o País – a Polícia Federal esclarece que isso ocorre na esfera cível. Todos os bens dos sócios são rastreados por meio das investigações, identificados e bloqueados, permanecendo à disposição do Poder Judiciário.

Já existe uma ação na Justiça contra os indiciados na primeira fase, entre eles os cinco sócios da Indeal, que respondem por crime contra o sistema financeiro e organização criminosa.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.