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Notícias | Região Colpaso da saúde

Região tem segunda morte de paciente à espera de UTI

Em Nova Petrópolis, nesta semana, vítima foi idoso com quadro grave do novo coronavírus

Publicado em: 03.03.2021 às 14:10 Última atualização: 03.03.2021 às 17:32

Hospitais do Estado sofrem com lotação acima da capacidade limite Foto: Clovis S.Prates
A superlotação dos leitos de UTI no Estado tem emperrado a transferência de pacientes da região. Nesta quarta-feira (3) houve confirmação do segundo paciente que morreu à espera de vaga. A vítima é um idoso, de 76 anos, que estava internado com quadro grave de Covid-19 no Hospital Nova Petrópolis.

A morte, segundo a Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social da cidade foi registrada no último domingo. Antes, outros pacientes internados na casa de saúde da Serra também tiveram que aguardar a disponibilidade de leitos.

O primeiro caso de morte na região desde que a capacidade da saúde começou a colapsar foi de uma idosa, de 93 anos, moradora de Morro Reuter. A paciente, que não estava com coronavírus, foi afetada pela falta de leitos em função da pandemia.

A idosa, que morreu no último dia 22, tinha histórico de outros problemas de saúde como hipertensão e demência grave. Ela tinha entrado na lista de regulação do Estado no dia 19 de fevereiro, segundo informações da prefeitura.

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A oferta de leitos de UTI destinados a pacientes é regulada pela Central de Regulação de Leitos, com fila única.

Sem garantia de leitos perto de casa

No final da semana passada, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) acionou o último nível da fase 4 do Plano de Contingência Hospitalar. Foram suspensas as cirurgias eletivas (com exceção das cirurgias de urgência ou que representem risco) e instalados leitos emergenciais em salas de recuperação e em UTIs intermediárias.

Além disso, todas as equipes foram convocadas para o trabalho, com suspensão de férias e licenças. Ou seja, os hospitais atendem urgência e coronavírus a partir de agora. O quadro de lotação atinge as redes pública e privada em todo o território gaúcho.

A Central de Regulação de Leitos é responsável por encontrar uma vaga para os pacientes de Covid, nos casos de leitos clínicos e UTI. A central, até então, sempre buscou a vaga em local mais próximo do domicílio do paciente. No entanto, o cenário crítico enfrentado agora não permite mais isso.

"O paciente pode ir para qualquer lugar desde que se encontre um leito. Nunca enfrentamos uma situação tão grave como essa", lamenta a titular da 1ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Ane Beatriz Nantal.

De acordo com ela, o Sistema Único de Saúde (SUS) inclusive está absorvendo pacientes da rede privada, pois há hospitais particulares querendo fechar as portas porque estão superlotados e não tem mais capacidade de atendimento.

A gravidade é tamanha que, segundo Ane, são os critérios médicos e técnicos que definem qual paciente ganhará o leito. "Não se olha para ordem judicial porque não se tem vaga e infelizmente tem uma fila que só tende a aumentar", lamenta. De acordo com ela, os hospitais já adequaram suas estruturas para receberem leitos.

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