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Notícias | Região PANDEMIA NÃO ACABOU

Casos de Covid crescem na região com circulação de sublinhagem mais transmissível

No Vale do Sinos, número de casos saltaram de 541 na última semana de abril para 1.839 nesta semana

Por Redação
Publicado em: 27.05.2022 às 14:04 Última atualização: 27.05.2022 às 14:30

Nova análise divulgada em informe da Rede Corona-Ômica BR-MCTI, integrante da Rede Vírus do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), demonstra que uma sublinhagem potencialmente mais transmissível da variante Ômicron do coronavírus tem aumentado em maio no Rio Grande do Sul, o que ajuda a explicar o crescimento no número de casos. De acordo com dados compilados pela Universidade Feevale, o número de testes positivos no Vale do Sinos saltou de 541 na semana de 29 de abril para 1.839 nesta última semana deste mês.

Casos de Covid crescem na região com circulação de sublinhagem mais transmissível
Casos de Covid crescem na região com circulação de sublinhagem mais transmissível Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Avaliando o acompanhamento epidemiológico que vem sendo realizado desde o surgimento do coronavírus, o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão da Universidade Feevale e coordenador da Rede Corona-Ômica BR-MCTI, virologista Fernando Spilki, explica que foi possível demonstrar que a Ômicron é predominante desde janeiro de 2022, acompanhando o cenário mundial.

“Ela é composta por várias sublinhagens, e este estudo constatou que a proporção de sequências relatadas globalmente designadas como BA.2 tem aumentado em relação à BA.1 (sublinhagem predominante até então)”, afirma. “Alguns estudos demonstram que a sublinhagem BA.2 seria mais transmissível do que a BA.1 e mais eficiente em infectar pessoas vacinadas e com uma terceira dose de reforço do que as variantes anteriores”, alerta o pesquisador. No entanto, o virologista reforça que manter a vacinação em dia continua sendo uma defesa muito importante. "Principalmente contra a doença grave, mesmo que a transmissão permaneça."

Além disso, sequências recombinantes têm sido relatadas mundialmente, como por exemplo: a variante XD, recombinante entre as linhagens Delta e Omicron (“Deltacron”); e a XQ, recombinante entre as linhagens BA.1.1 e BA.2, detectada no estudo na Rede Corona-Ômica, com três amostras, e que foi relatada pela primeira vez no Brasil em São Paulo, em abril deste ano.

“A circulação de diferentes variantes e sublinhagens é concomitante a um aumento considerável no número de casos no Estado e reforça a necessidade de cautela em relação a esse momento da pandemia”, completa Spilki. “Usar máscara em lugar fechado é de bom tom”, recomenda.

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