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Notícias | Rio Grande do Sul Economia

Com pandemia, comércio fecha 4,92 mil lojas no Rio Grande do Sul em 2020

Vestuário, calçados e acessórios foram os negócios mais impactados, seguidos pelos de hiper, super e minimercados

Publicado em: 02.03.2021 às 10:14 Última atualização: 02.03.2021 às 10:17

Pandemia afetou fortemente o desemprenho do comércio varejista em 2020 Foto: Inézio Machado/GES
O isolamento social imposto pela pandemia, a crise econômica que veio a galope e o avanço acelerado do comércio on-line derrubaram a abertura de lojas físicas no País. Entre inaugurações e fechamentos, o comércio varejista perdeu 75,2 mil pontos de venda. No Rio Grande do Sul, foram encerradas 4,92 mil lojas, o quinto maior tombo.

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Os dados são de um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e o levantamento considera lojas com vínculo empregatício que entram no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O resultado de 2020 foi o pior desde 2016, quando o saldo tinha sido de 105,3 mil lojas fechando as portas, na época, por causa da maior recessão da história recente. Após dois anos seguidos de saldo positivo – com a abertura líquida de 27,1 mil lojas –, o estrago em 2020 só não foi maior por causa do auxílio emergencial, segundo o economista-chefe da CNC e responsável pelo estudo, Fabio Bentes. "Sem o auxílio teríamos tido seguramente mais de 100 mil lojas fechadas."

Apesar da digitalização acelerada do comércio por conta da pandemia, o varejo brasileiro é ainda muito dependente do consumo presencial, que responde por cerca de 90% das vendas.

Essa relação é nítida, segundo Bentes, quando se constata que o impacto maior da pandemia ocorreu no primeiro semestre, com o fechamento líquido de 62,1 mil lojas. Nesse período, o índice de isolamento social atingiu o pico de 47% e as vendas recuaram quase 18% em abril.

No segundo semestre, quando se iniciou o processo de reabertura e o consumo foi impulsionado pelo auxílio, o saldo negativo de abertura de lojas foi bem menor e ficou em 13,1 mil.

Lojas de vestuário e calçados sentiram o maior tombo

Todos os segmentos do comércio fecharam mais lojas do que abriram no ano passado. O enxugamento nos pontos de venda pegou até os "queridinhos" do varejo, como supermercados e lojas de materiais de construção, que ganharam grande impulso nas vendas por causa do auxílio emergencial.

Mas o segmento que mais fechou loja do que abriu em 2020 foi o de artigos de vestuário, calçados e acessórios, com um saldo negativo de 22,29 mil pontos de venda, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC).

O segmento de vestuário fechou o ano com um estoque de lojas 10% menor em relação a dezembro de 2019 e com uma retração de quase o dobro do recuo do estoque total de lojas no varejo.

O varejo como um todo encerrou o ano de 2020 com 1,221 milhão de lojas ativas, um número 5,8% menor do que em 2019.

"O estrago foi maior no varejo não essencial, como as lojas de e vestuário, livrarias e no comércio automotivo", observa o economista-chefe da CNC e responsável pelo levantamento, Fabio Bentes.

No caso dos artigos de vestuário, além da retração nas vendas pelo fato de as pessoas estarem confinadas em casa e consumido menos esse tipo de produto, as pressões de custos de aluguéis, especialmente de shoppings, onde a maioria dessas lojas estão instaladas, cresceram em ritmo exponencial.


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