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Notícias | Rio Grande do Sul Porto Alegre

Hospital Moinhos de Vento aluga contêiner para abrigar pacientes mortos

Instituição opera acima da capacidade e vê potencial crescimento no número de óbitos nos próximos dias

Publicado em: 02.03.2021 às 17:02 Última atualização: 02.03.2021 às 17:05

Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre Foto: Divulgação
O Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, alugou um contêiner para abrigar os pacientes mortos, após o esgotamento do necrotério da instituição. Atualmente, o local comporta até três corpos. O equipamento que tem refrigeração foi instalado nesta terça-feira (2), anexo ao hospital.  

Segundo o hospital, a decisão faz parte do Plano de Gestão de Crise — elaborado pelo Comitê de Enfrentamento da Covid-19, criado no começo do ano passado. O Moinhos de Vento opera acima da capacidade e estava com 114,9% de ocupação dos leitos de UTI na tarde de hoje. 

"O momento atual registra os índices mais altos de internações e agravamento dos casos, gerando potencial crescimento no número de óbitos. [...] (O contêiner) será utilizado somente em caso de real necessidade, considerando a possibilidade de atrasos na retirada dos óbitos por parte das funerárias, realidade essa percebida em outras cidades do Brasil e do mundo", afirma nota do hospital.

Há um ano, a instituição aplica medidas e adapta rotinas, chegando a abrir leitos de terapia intensiva de retaguarda e fechou a tenda de atendimento a pacientes com suspeita de Covid, direcionando para o atendimento da Emergência, que só recebe casos classificados como vermelho e laranja. Também, limitou a transferência de pacientes que necessitam de leitos no Centro de Terapia Intensiva. 

O Hospital Moinhos de Vento destaca que pacientes com menos de 60 anos correspondem a 35% dos pacientes internados.

"A instituição reforça o apelo à comunidade para que atente às normas de proteção. É fundamental que todos sigam as orientações das autoridades sanitárias, utilizando máscara em todos os momentos e higienizando as mãos e os ambientes de contato. E recomenda, ainda, que evitem ao máximo aglomerações e circulações desnecessárias, mantendo sempre o distanciamento social, principalmente neste momento crítico."

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